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terça-feira, 4 de setembro de 2018

Wendy O. Williams - WOW

Uma das artistas mais enigmáticas do rock, Wendy foi de atriz pornô, passando por ícone do punk, até se tornar protegida dos integrantes/empresários da banda KISS. Começou como vocalista da banda punk PLASMATICS, famosa pelo estilo "Shock Rock", bem difundido por artistas como ALICE COOPER e Screaming Lord Sutch. Williams nasceu em Webster, no estado de New York, e provavelmente abandonou a escola para viajar ao redor do mundo, antes de se juntar aos PLASMATICS. Sua permanência no grupo durou dez anos, e muitas polêmicas, sempre envolvendo nudez ou agressões físicas por parte de Wendy. Em 1984, depois de participar de um concerto do KISS, Wendy acaba ficando íntima de Gene Simmons, influente na gravadora Passport/JEM. 


Com isso, acaba convidada para lançar seu primeiro disco solo, o álbum "W.O.W.", produzido pelo baixista do Kiss. Os membros do Kiss, Paul Stanley, Ace Frehley, Eric Carr e Vinnie Vincent, também chegaram a participar das gravações do álbum. O disco tem uma sonoridade bem interessante, mas bem mais comercial do que o PLASMATICS, algo próximo do "Hair  Metal" do período, nele se destacam as canções "I Love Sex (And Rock and Roll)" e "It's My Life". O lançamento é bem recebido pela crítica, e Malcolm Dome, crítico da revista Kerrang!, escolhe o "WOW" como o seu álbum do ano. Os músicos de estúdio foram Michael Ray - guitarra, T.C. Tolliver - bateria e os outros integrantes do KISS completam o disco. Wendy mais tarde foi nomeada ao Grammy de "Best Female Rock Vocalist of the Year", ou melhor, "Melhor Vocalista Feminina de Rock do Ano". Depois desse lançamento, Wendy gravaria mais dois discos, mas sem nenhuma grande repercussão. Ela então, volta para sua antiga banda e participa de alguns filmes eróticos, até se aposentar da música em meados dos anos 90. Infelizmente, em 1998, ela se suicida com um tiro, aos 48 anos, em uma área arborizada próximo à sua casa em Manchester, Connecticut. Uma grande perda para o rock, Wendy foi um símbolo de uma geração anarquista, que nunca mais veremos nos palcos da vida. No dia 18 de maio, de 1999, um memorial foi montado no clube noturno CBGB. Diversos artistas que tocaram com Wendy, principalmente os integrantes do Plasmatics, estiveram na cerimônia.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Black Sabbath - Seventh Star

O famoso "disco de 3 vocalistas" do Sabbath. Depois da conturbada turnê anterior da banda, o gutarrista Tony Iommi resolve registrar um álbum solo em 1986, ideia essa removida pela sua gravadora Warner (para eles, era melhor manter a marca Black Sabbath). As primeiras demos do disco foram gravadas por um famoso ator e cantor da Broaddway, Jeff Fenholt (na época, Jeff alegou que Iommi considerava a ideia de mantê-lo na banda, coisa que jamais aconteceu - existe um bootleg com essas demos, chamado "Star of India", fácil de encontrar por ai e bem interessante). Iommi então, monta uma nova formação para o Sabbath, incluindo membros da banda de sua namorada da época, a roqueira glam e ex-Runnaway Lita Ford. O grupo escolhido por Iommi foi: Geoff Nicholls/teclado, Eric Singer/bateria, Dave Spitz/baixo e Glenn Hughes/vocal (uma das maiores vozes do rock/ com passagens por Deep Purple e Trapeze). 

Com todos esses músicos, a sonoridade beirou mais para o Hard Rock americano, do que para o metal tradicional. O disco tem canções muito boas como "In for the kill", "Heart Like a Wheel" , "Danger Zone" (essa poderia entrar na trilha de "Mad Max"), "Turn to Stone" e a balada "No Stranger to Love", com clipe bem na linha das Hair Bands americanas. Infelizmente, durante o começo da turnê, por causa de seu vicío em drogas e álcool, Hughes teve que ser substituído por outro vocalista (o lendário e já falecido  Ray Gillen, excelente cantor da banda BADLANDS). Um bootleg com Ray nos vocais também foi registrado e com boa qualidade de áudio. A turnê seguiu, ao lado de outros dois medalhões do rock pesado, W.A.S.P. e Anthrax. Sobre o resto do disco, vale ressaltar que mesmo registrando mudança de sonoridade, é o bom e velho Iommi que está aqui, sempre com sua inconfundível guitarra. Apesar dos problemas envolvidos em sua produção, Seventh Star obteve considerável sucesso comercial, chegando ao 27º lugar nas paradas musicais do Reino Unido, e 78º lugar na Billboard 200. Para os próximos álbuns, haveria mais mudanças na formação do grupo e na sonoridade, mas isso é papo para outras postagens aqui do blog.XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

domingo, 7 de maio de 2017

Agnetha Faltskog - I Stand Alone

Na década de 70, a disco-music era um estilo bem badalado, tendo grupos como Bee-Gees, Chic e principalmente o suéco ABBA, como seus maiores expoentes. Depois do fim do ABBA, cada integrante seguiu seu próprio caminho, tendo a vocalista Agnetha alcançado um sucesso maior, gravando discos-solos no melhor estilo pop-rock e até AOR. Nascida na Suécia em 5 de abril de 1950, Agnetha Ase Fältskog começou a cantar ainda criança, influenciada por seus pais. Já na juventude ela monta seu primeiro grupo, THE CAMBERS e depois inicia uma razoável carreira-solo, até formar o ABBA e alcançar o sucesso mundial. Em 1982, já desgastada pelo sucesso, Agnetha anuncia a saída da banda suéca. Ela começaria a gravar discos-solos de forma regular, durante toda a década de 80. Em 1983, lança o primeiro álbum em inglês, "Wrap Your Arms Around Me", que vendeu, só na Suécia, 320 mil cópias. Foi produzido pelo australiano Mike Chapman. Também foi seu primeiro disco lançado após sua separação do ABBA. Em 1985, ela lança seu segundo álbum em inglês, chamado "Eyes Of A Woman", produzido por Eric Stewart, ex-10cc. Este álbum também foi um grande sucesso em seu país de origem. Em 1986, a Cupol inc. lançou uma compilação de suas músicas cantadas em suéco chamada: "Sjung Denna Sång". Chega então, o grande ano de 1987. Agnetha grava seu terceiro e melhor álbum em inglês, "I Stand Alone", produzido pelo cantor e produtor americano PETER CETERA (CHICAGO). A sonoridade era o AOR típico de rádio Fm, no melhor estilo de grupos como TOTO, REO SPEEDWAGON e FOREIGNER. A melhor parte do disco com certeza, é o dueto com PETER CETERA, chamado "I Was not The One (Who Said Goodbye)", acompanhado de um belo e melancólico clipe gravado na Europa. Fältskog também fez vários vídeos promocionais para os melhores singles do álbum, incluindo "The Last Time" e "Let It Shine". Quando o terceiro single, "I Was not The One (Who Said Goodbye)", apareceu na Billboard dos Estados Unidos em abril de 1988, a Warner-Music pediu que ela fizesse outro vídeo imediatamente. Embora fosse um dueto com PETER CETERA, ele não participou do clipe. A faixa do álbum, "Love in a World Gone Mad", foi um cover de uma música do grupo pop britânico BUCK FIZZ, de seu álbum "Writing on the Wall". Para a capa do LP, Agnetha surgiu com um novo visual, utilizando um cabelo loiro, espetado e levemente armado, "visu" típico da época. O álbum vendeu 170 mil cópias, tornando-se o LP mais vendido da Suécia em 1988, onde permaneceu no número 1 por oito semanas. Também atingiu o Top 20 na Noruega e na Bélgica, e o número 22 nos Países Baixos. 

Infelizmente, este trabalho foi o último lançado por ela antes de uma longa pausa, que durou até 2004, devido a problemas pessoais e de reclusão (Agnetha chegou a ser perseguida e ameaçada por um de seus ex-maridos malucos). Com certeza, este disco é altamente recomendável, sendo uma pérola perdida dos anos 80, deixando qualquer fã de Adult Oriented Rock surpreso e com satisfação garantida. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Billy Squier - Signs of Life


Guitarrista norte-americano de hard rock e AOR. Nascido em 12 de maio de 1950 (Boston, Massachusetts), é famoso pelos hits "The stroke", "In the Dark, "The Big Beat," "Lonely Is the Night," "Everybody Wants You," e "Emotions in Motion". Em 1970, Billy começa sua carreira formando a banda KICKS, junto com o baterista do NEW YORK DOLLS, Jerry Nolan. Depois monta outra banda, o PIPER, em 1976, que lançou dois álbuns. Na época, a revista especializada em música Circus Magazine, apresentou-o como "o maior álbum de estréia já produzido por uma banda de rock dos EUA". O PIPER foi administrado pela mesma empresa do KISS e, de fato, abriu para eles durante sua turnê de 1977, incluindo duas noites de uma temporada esgotada no New York's Madison Square Garden. Depois disso, Billy Squier resolve sair em carreira solo, lançando o disco clássico "The Tale of the Tape" em 1980. Aqui se destacou a canção "You Should Be High Love" - ​​com direito a um elaborado videoclipe. A consagração veio mesmo com o próximo disco - "Don't say no", de 1981, onde Squier desejava  Brian May, do QUEEN, como produtor. May recusou devido a conflitos de agenda, mas recomendou Reinhold Mack, que havia produzido um dos álbuns do QUEEN,"The Game". "Don't say no" se tornou um enorme êxito, com o single "The Stroke" (fez parte das antigas trilhas do cigarro Hollywood) atingindo o Top 20 nos EUA. "In The Dark" e "My Kinda Lover" foram outros singles de sucesso. O disco vendeu mais de 4 milhões de cópias nos EUA, e o mais interessante nisso, segundo Squier, é que a gravadora nem queria que a música "The Stroke " entrasse no álbum. O próximo lançamento foi "Emotions in motion" de 1982, com destaque para "Everybody wants you", além da parceria com os caras do QUEEN na música "Emotions in motion", fazendo deste álbum um grande sucesso também, vendendo 3 milhões de cópias. 

Chega então, o fatídico ano de 1984. Billy Squier grava o disco "Signs of life", e, apesar de emplacar vários hits como "All night long" e "Eye on you", o guitarrista de Boston comete um dos seus piores erros. Para divulgar a música "Rock me tonite", ele grava um videoclipe para MTV, para lá de tosco, e de gosto duvidosíssimo. No clipe, o guitarrista aparece de roupa rosa, fazendo passos de dança "a lá flashdance". Foi o suficiente para os roqueiros puristas deixassem de curtir Squier, levando um bom tempo para o guitarrista recuperar sua imagem (uns dizem que ele jamais foi o mesmo depois desse episódio). Sobre o vídeo, Squier alegou na época, ser uma "ideia" do diretor do mesmo. Bom, mas sobre o álbum, podemos classificá-lo como um dos melhores de Billy, contendo bons momentos com as canções "1984", "Fall for love" e "Sweet release". Vale lembrar que no mesmo ano, acontecia a estreia de grupos importantes como BON JOVI, WHITE SISTER e BLACK'N BLUE, ou seja, a concorrência era grande, mas  mesmo assim Squier consegue uma boa vendagem e uma turnê ao lado de outro gigante, o DEF LEPPARD.
Depois desse disco, Squier continuou lançando discos de forma regular até o fim dos anos 90, quando resolve dar uma parada na carreira. Recentemente ele voltou a ativa relançando material antigo e saindo em turnê com o STYX e o BAD COMPANY. Fica aqui a nossa homenagem, a mais este icône dos anos 80 e que não pode faltar na lista de nenhum fã do hard&heavy.XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

domingo, 12 de março de 2017

Pat Benatar - In the Heat of the Night

Lendária cantora de rock norte-americana. Em 1971, ela trabalhava como caixa de banco, até decidir abandonar o emprego para seguir a carreira de cantora, depois de ter sido inspirada pela multi-artista Liza Minnelli. Com sete discos de platina, três álbuns de ouro e 19 músicas no Top 40, o seu som é uma mistura de pop com hard-rock, aliado a seu enorme carisma pessoal e boa presença de palco. Apesar de não ser muito conhecida no Brasil, ela foi líder juvenil nos Estados Unidos, até uma "tal" de Madonna tomar o seu posto em 1983 (musicalmente, Madonna sempre foi inferior a ela, diga-se de passagem). Seu primeiro disco foi lançado em 1979 - "In the heat of the night", mas foi com o segundo, "Crimes of passion", de 1980, que ela obteve êxito, fazendo um som alegre de arena e bem executado por sua banda de apoio, que consistia em Neil Geraldo e Scott Sheets nas guitarras, Roger Caps no baixo e Myrom Grombacher na bateria. No disco, se destacam as canções "Hit me with your best shot" e "Hell is for children". Seus outros discos de destaque são: LIVE FROM EARTH de 1983 (com a clássica "Love is a battlefield", trilha sonora do filme "De repente 30"), e SEVEN THE HARD WAY de 1985, que traz o clássico "Invencible", trilha do filme "A lenda de Billy Jean", lançado no mesmo ano. Pat Benatar, finalmente obteve seu talento reconhecido em 2004, quando foi merecidamente indicada ao Hall da fama do Rock'n Roll. Vida longa a Pat!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Battlezone - Children of Madness

Projeto\banda do lendário ex vocalista do Iron Maiden, Paul Dianno. Depois de sair do Iron, Dianno fez parte de vários outros conjuntos, entre eles o Battlezone, formado por ele, Graham Bath e John Wiggins nas guitarras, Steve Hopgood na bateria e Pete West no baixo. Depois de seu disco auto-intitulado "Di'anno" (1984), que trazia um quase AOR/Glam, Children of Madness de 1987, mostrava um hard&heavy mais pesado, mas típico do período. Com esse play, ele emplacou duas músicas, "I DON'T WANNA KNOW", single do álbum e com clipe bem característico, e a direta e seca "RIP IT UP". O disco apresentava também uma faixa intitulada "METAL TEARS", que era sobre um cara incapaz de ter um relacionamento estável, por isso constrói um robô feminino, com quem se apaixona. A idéia original veio de um livro intitulado "Clone". Porém, a faixa recebeu críticas da mídia, por ser muito semelhante a letra "London", do disco "Rage for order" do Queensrÿche. O guitarrista Graham Bath, que havia sido recrutado para a segunda guitarra, não estava entusiasmado com a turnê, então  foi demitido da banda. Peter West, o baixista, recomendou o músico Alf Batz, que se juntou a tempo para ir a Nova York e aparecer no clipe de " I Don't Wanna Know ". Não era nenhuma novidade que drogas e brigas pressionavam a banda. Pouco antes de terminar a turnê, a maioria dos membros haviam deixado Di'Anno, que precisou de um grupo de apoio, para completar a turnê e cumprir o seu contrato. Posteriormente, os guitarristas  Randy Scott e Dave Harman, e o baixista Eddie Davidson entraram para o Battlezone. No entanto, a banda já estava muito desgastada e se desfez tempo depois. Após a dissolução da Battlezone, Di'Anno formou o Killers, projeto de power metal que lançou quatro álbuns. Não se deve ouvir Battlezone esperando Killers ou Iron Maiden, pois Paul parece aqui, estar interessado em um material mais melódico, na linha de grupos como Dokken e WASP. Mas, o som é honesto e bem executado, no entanto. Vale a pena uma audição.

sábado, 2 de julho de 2016

PRETTY BOY FLOYD - Leather Boyz with electric Toyz

Quarteto glam-metal formado nos Estado Unidos. A banda escolheu o nome "Pretty Boy Floyd" para descrevê-los: quatro adolescentes foras-da-lei, armados com licks de guitarra, maquiagens e que partiram para conquistar o mundo. O grupo assinou com a gravadora MCA e lançou seu primeiro disco "Leather Boyz..." em 1989. O álbum produzido por Howard Benson, teve um impacto significativo, sendo citado como um dos discos mais "quentes" do ano, por revistas como Metal Edge e Spin. Deste álbum, emplacaram dois hits, "I Wanna Be With You" e "Rock and Roll", exibidos exaustivamente pela MTV americana. A banda excursionou o mundo e foram reconhecidos como os reis da Sunset Strip, quebrando recordes de público, que antes eram de Van Halen e Warrant. Seu álbum chegou a marca de 750.000 cópias vendidas em todo continente. Com a chegada do grunge e do rock alternativo, a banda simplesmente desapareceu do mapa, vindo a lançar um segundo play somente em 1998, "A Tale of Sex, Designer Drugs, and the Death of Rock N Roll", que acabou passando desapercebido pela mídia. Recentemente, uma nova geração de fãs jovens, que não estavam sequer na escola quando a banda surgiu pela primeira vez, começou a redescobrir sua música, demonstrando que não importa o que os críticos pensam, ou que as tendências ditem regras, o som do Pretty Boy Floy sempre será festivo, atemporal e com muita atitude Rock&Roll.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

YAHOO - 1988

Em 1988, o guitarrista virtuoso Robertinho do Recife, decide montar um grupo pop-rock, com influências de Hard Rock e AOR, após desmanchar o METALMANIA, sua antiga banda de Heavy Metal. Para isto, cogitou a hipótese de ter a cantora Rosana (do hit "Como uma deusa") nos vocais, algo que durou pouco tempo, sendo substituída pelo cantor Zé Henrique, cunhado da empresária Marlene Mattos. O primeiro disco veio com “Mordida de amor”, versão de "Love bites", do grupo Inglês Def Leppard. As versões em português para canções do Hard Rock marcariam toda a trajetória do Yahoo. O sucesso foi imediato e o grupo “estoura” em todo o Brasil. O conjunto ainda tinha na formação Marcelo Azevedo (teclado, guitarra e vocal) e Marcelão (bateria e vocal). Outras canções que se destacaram neste disco foram "Pra Você Voltar" e "Delicious", esta última tema da novela "O Salvador da Pátria".
No ano seguinte, com álbum novo, "Oração da Vitória", emplacam a canção "Anjo" (versão de "Angel" do Aerosmith), que foi tema da novela "O Sexo dos Anjos". Agora, a banda contava com um novo membro, Val Martins, que mais tarde, viria a se tornar um bem-sucedido cantor gospel.
Em 1990, Robertinho decide abandonar a banda e tocar sua carreira solo. O Yahoo lança o álbum "Yahoo III". Aqui, o destaque são as canções "Sonho Encantado" (tema da novela "Barriga de Aluguel"), "Veneno" e "Somos a Luz da Manhã", as duas últimas temas do filme "Sonho de Verão", no qual os músicos faziam parte do elenco, ao lado da turma do programa XUXA.
 Em 1992, sai o álbum "Pára-Raio". Novamente com cinco integrantes (desta vez, quem entrou foi o guitarrista Serginho Knust, que já tocava com a banda como músico contratado desde 1989), a banda grava as canções "Pára-Raio" (versão de "Hide You Heart", do Kiss), "Sozinho" (versão de "Reflections of my life", do The Marmalade), e "Como o Vento" (versão de "Wind of Change", da banda Scorpions). Destaque também para a romântica "Paixão Esquecida", tema da novela "Deus Nos Acuda".
Em 1994, lançam "Caminhos de Sol", tema da novela "A Viagem", que emplacou em todas as rádios brasileiras. O grupo continua com seus shows por todo país.
Em 1996, lançam o álbum "Arquivo", com pouca divulgação comercial, e que acabou decretando o fim do grupo. Seus integrantes passam a trabalhar em seu estúdio de gravação, o Yahoo Studio, um dos mais requisitados estúdios de gravação e produção musical do Brasil.
Após dez anos, em 2006 o Yahoo volta, lançando o álbum "Versões", que traz mais sucessos do hard rock em versões em português. O disco conta com músicas de bandas como Journey, Kiss e Poison.
Atualmente a banda continua em atividade, com nova formação e excursionando por todo Brasil. Já Robertinho de Recife, reativou o METALMANIA, seu antigo conjunto, para algumas apresentações comemorativas.

WHITE SISTER - 1984

O cenário era a Hollywood da década de 1980. Enquanto haviam inúmeras bandas novas e muitos fãs entusiasmados com aquela cena, um grupo de jovens músicos e amigos de escola, também executavam seus primeiros passos ao lado de medalhões como Mötley Crüe, Ratt, Great White, Rough Cutt, etc. Neste fértil período, os grupos começam a assinar seus primeiros contratos.
Surgido na Califórnia no começo da década de 80, o White Sister foi responsável por dois grandes discos clássicos do Hard/AOR daquela época. Durante um típico final de semana americano, encontram acidentalmente o tecladista/produtor Gregg Giuffria (Angel, Giuffria, House of Lords) em um posto de gasolina. Eles resolvem arriscar e perguntar se ele poderia trabalhar com a banda. Inacreditávelmente Gregg aceita, e logo depois já começa a produzir os garotos. Para o primeiro disco, a formação era Dennis Churchill (vocal, baixo), Rick Chaddock (guitarra), Gary Brandom (Vocal, teclado) e Rick Wright (bateria). No álbum, Brandom e Churchill dividiam os vocais. Eles conseguem um contrato com a EMI e gravam seu debut de estréia. Sobre o álbum, o tecladista Gary Brandom comenta: “O som era uma mistura de guitarras pesadas, bateria raivosa, teclados/sintetizadores e grandes harmonias de três partes.” Foi lançado em 1984 e ganhou o status de ser um dos melhores discos “Melodic Rock” da época, principalmente no Japão. As vendas foram medianas, mas o conjunto estava em alta e tinha um futuro promissor. Canções como “Don’t say that you’re mine” e “Can’t say no” demonstravam todo o peso e potencial harmônico do conjunto.
Agora estávamos em 1986 e o White Sister entrava em estúdio para registrar “Fashion by Passion”, segundo play da banda, que decide migrar para a gravadora FM Records, pois na EMI não recebiam a atenção devida. Aliado a isso e alegando diferenças profissionais, o tecladista/vocalista Gary Brandom pede demissão, fazendo o grupo seguir a estrada como um trio. Para a divulgação do disco, excursionam no Reino Unido e registram uma série de shows, que se tornariam bootlegs posteriormente. A canção “A place in the heart” abre o álbum, com uma pegada mais pop, depois seguem “Fashion by passion”, “Dancin on midnight”, “Save me Tonight” e talvez o ponto alto do disco, a canção “April”, com vocais grudentos e um coro simples, onde os teclados cedem lugar a um dos melhores solos de guitarra de Rick Chadock. As próximas músicas são “Until it hurts”, “Troubleshooter” e encerram com “Lonely teardrops” de Jackie Wilson. A parte baixa do disco é o cover de “Ticket to ride” dos Beatles, que recebeu uma roupagem mais comercial, porém descartável.
Apesar de tudo estar a favor da banda, misteriosamente o White Sister não consegue se firmar no cenário Hard&Heavy, fazendo o vocalista Dennis Churchill atribuir o fracasso à problemas ligados ao marketing do grupo e a empresários ruins. A banda teve um número expressivo de músicas incluídas em trilhas sonoras de filmes, entre elas: “Save me tonight” (A Hora do Espanto), “Fashion by passion” (Stella), "Dancin' On Midnight” ("Halloween 5: A vingança de  Michael Myers"), “Restless Heart" (Kid), "Touch the sky" (Trashin") e finalmente “April” (Noite de brincadeiras mortais - 1986). Com toda essa divulgação, fica difícil de entender o porquê da banda não ter emplacado comercialmente.
Em 1987 o White Sister termina seus shows e encerram as atividades, com seus músicos dedicando - se a outros projetos paralelos. Um terceiro disco chegou a ser gravado em 1988, mas não foi lançado. Já em 2008 se reúnem novamente para a gravação de um DVD ao vivo em Nottingham, Inglaterra, chamado “Straight from the Heart" - LIVE at Firefest 2008.
O único ponto negativo fica por conta da morte do baterista Rick Wright, em 2006, com apenas 44 anos de idade.
Em 1991, Dennis, Rick e Wright montam um novo projeto voltado ao Hard e Southern Rock, chamado Tattoo Rodeo, que registra um disco pela Atlantic, mas isso já é uma conversa para outro dia...rs

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domingo, 23 de janeiro de 2011

Blind Fury – Out of Reach

Após o lançamento do disco “Court in the Act”, o pessoal do Satan conseguia finalmente um reconhecimento no Reino Unido e Europa. Mas, mesmo com o álbum muito bem aceito pelo público, ainda tinham dificuldades por causa do nome “Satan” e, com o intuito de mudar sua imagem, acabam por dispensar o lendário vocalista Brian Ross. Com novo vocal, Lou Taylor, passam a se denominar “Blind Fury” e lançam o primeiro disco em 1985, cuja sonoridade era bem diferente do que a banda havia feito anteriormente. Com claras intenções de atingir um círculo de bandas mais voltadas para o Hard Rock melódico, o álbum tinha uma boa pegada e canções clássicas como “Evil Eyes” e a própria que leva o nome do disco. É um grande registro, indispensável para fãs do Hard and Heavy. Pelo que se sabe, o grupo abandonou este projeto e dispensou Taylor, para voltar a se auto-denominar “Satan” no cenário musical, pois o Blind Fury não foi muito longe comercialmente.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

St. Valentine – Demos

Obscuro Hard Rock Americano (?), que teve como produtor Dana Strum, baixista da banda “Slaughter”. O disco ainda contou com os talentos de Mark Slaughter e Jeff Scott Soto, como músicos de apoio. Uma mistura de glam, teclados melódicos e puro Hard Rock. Recomendado para apreciadores de artistas como Rob Rocks, Driver, etc. O vocalista John Ward era Inglês, e esteve à frente da banda “Shy”, no disco "Welcome To The Madhouse", de 1994.
Somente para fãs do gênero.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Blue Cheer – The Beast is Back


Para quem não conhece, o Blue Cheer surgiu em São Francisco, Califórnia, no fim dos anos 60 e foram pioneiros do estilo “Heavy Metal”, servindo de modelo para vários outros artistas da época. Formado por Leigh Stephens (guitarra), Paul Whaley (bateria) e Dickie Peterson (baixo e vocal), a banda atravessou inúmeras formações diferentes em sua trajetória.O rock do grupo era inspirado no blues e no psicodelismo, com uma grande carga de distorção. O conjunto lançou alguns álbuns entre o final dos anos 60, até o final dos anos 70, quando decidem parar. Em 1979, Peterson tenta remontar o grupo, mas não obtêm êxito. Somente cinco anos mais tarde conseguiria trazer de volta o nome Blue Cheer, convencendo o baterista Paul Whaley a aderir ao projeto, com Tony Rainier na guitarra. É em fevereiro de 1985, que gravam esse majestoso disco, marcando o seu retorno. Chamado "The Beast Is Back", trazia releituras de "Summertime Blues", "Babylon", "Out Of Focus" e "Parchment Farm", e algumas faixas inéditas. Porém, esta formação durou pouco tempo, e Peterson passa os próximos quatro anos excursionando com diversos músicos, sempre utilizando o nome BLUE CHEER. Uma destas inúmeras formações gerou outro clássico disco, "Blitzkrieg in Nüremberg', gravado ao vivo na Alemanha em outubro de 1988...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Triumph - Rock & Roll Machine


O segundo álbum dos canadenses do Triumph, lançado em 1977, demonstra que, apesar das inevitáveis (e um tanto batidas) comparações com o Rush, a banda possuía uma sonoridade própria, mais vigorosa. Aliás, comparações essas que, geralmente, levam em conta fatores não necessariamente relacionados à música propriamente dita, como o fato das duas bandas serem power-trios e virem da mesma cidade (Toronto), além do fato do guitarrista e vocalista Rik Emmett possuir um vocal bem semelhante a de Geddy Lee (o que é de fato verdade).

Apesar de outra semelhança ser a introdução de elementos de rock progressivo, o Triumph nunca abraçou completamente o estilo (diferentemente do Rush), adotando em vez disso uma sonoridade cada vez mais identificável com o Arena Rock.

A faixa-título mesmo é um bom exemplo disso. Claramente a melhor faixa do álbum, ela viria a ser 'figurinha carimbada' nos shows da banda. Aqui é possível destacar a energia e empolgação características da banda, contando com um Rik Emmett particularmente inspirado, com um solo de tirar o fôlego.

Isso remete, aliás, a outro aspecto digno de nota. É fácil constatar que, assim como o Eddie Van Halen na sua banda, Rik Emmett é claramente superior aos seus companheiros, em termos de técnica. O baterista Gil Moore e o baixista (e às vezes tecladista) Mike Levine são competentes, mas não mais que isso. Além do lado técnico, o guitarrista também é o principal responsável pela introdução de elementos que conferem diversidade às composições da banda. É certo que esses elementos podem ser uma faca de dois gumes, como no caso da suíte 'City' (uma das incursões progressivas da banda). Dividida em três partes, sendo a primeira 'emprestada' do tema do documentário 'Planets' (assim como o King Crimson também já fez), a faixa só fica interessante na segunda parte, 'El Duende Agonizante', uma passagem flamenca. A introdução de passagens acústicas viria a se tornar comum em discos posteriores, passagens essas que incluiriam também elementos de música clássica e até country.

Emmett também é responsável pelas canções que flertam com o AOR, como é o caso de 'Bringing It on Home'. Já Moore é o principal responsável pelas composições mais pesadas, como a faixa-título e 'Takes Time'. Tais diferenças musicais são o motivo da tensão entre os dois, resultando eventualmente na saída de Emmett da banda.

Outra faixa de destaque é uma excelente cover de 'Rocky Mountain Way', de Joe Walsh.

domingo, 1 de agosto de 2010

Alcatrazz - No Parole from Rock 'n' Roll


Depois de ter sido demitido do Rainbow (e de uma breve passagem pelo Michael Schenker Group), o vocalista Graham Bonnet formou o Alcatrazz. Claramente calcada nos moldes de sua ex-banda, ele contou, inicialmente, com a colaboração de um jovem guitarrista sueco, fã ardoroso de Ritchie Blackmore: Yngwie J. Malmsteen. Tudo, desde as inflexões clássicas aos trejeitos e expressões faciais do temperamental guitarrista inglês durante suas performances tiveram um grande impacto em Malmsteen.

Complementando a formação, foram chamados o tecladista Jimmy Waldo, o baixista Gary Shea (ambos ex-New England) e o baterista Jan Uvena (ex-Paley Brothers).
Apesar das semelhanças com o Rainbow, o primeiro álbum da banda, No Parole from Rock 'n' Roll, é bem-sucedido nos seus próprios méritos. É um ótimo álbum, consistente, ainda mais para um álbum de estréia. Aqui percebe-se a louvável técnica de Graham Bonnet, dono de uma voz potente, cristalina e de longo alcance.
Mas a personalidade musical que prevalece mesmo é a de Malmsteen. Além de ser o principal compositor do álbum, o guitarrista sueco já surge aqui com o estilo com o qual faria fama, misturando influências clássicas (Paganini, Bach, etc) e barrocas com virtuosismo extremo e solos rápidos e ininterruptos, abrindo caminho para a onda dos 'guitar shredders'.
Após a turnê de lançamento do álbum, Malmsteen sairia da banda e investiria em sua carreira solo, que como era de se esperar, seria de certa forma uma continuação do No Parole. O segundo álbum da banda, Disturbing The Peace, contaria com Steve Vai, que naquele ponto já possuía em seu currículo colaborações com o Frank Zappa.

Destaque para as faixas General Hospital, Hiroshima Mon Amour, Kree Nakoorie e Too Young To Die, Too Drunk To Live.

Axe - Offering

Axe era uma banda da Flórida, surgida no final dos anos 70. Executando um metal comercial e melódico na linha de bandas como Scorpions e UFO, bem como incluindo elementos de AOR, não obteve o mesmo sucesso, lançando quatro álbuns antes de se separarem após a morte do guitarrista Mike Osbourne (nenhum parentesco com o Príncipe das Trevas).
O primeiro álbum, homônimo, foi gravado em 1979. Apesar de ainda um tanto formulaico, o som da banda fazia uma ponte entre o hard rock setentista e o lado festivo do metal oitentista, caracterizando-se assim numa transição entre as duas épocas.
A banda adquiriria mais personalidade e confiança a cada álbum lançado, sendo o terceiro álbum, Offering, provavelmente o mais representativo da banda. Com um Hard Rock inocente e honesto, a banda também estava, a esse ponto, apresentando mais elementos de AOR, bebendo da fonte de bandas como Journey e Foreigner.
Infelizmente, o seu fim brusco e trágico acabou por eliminar qualquer chance de um maior êxito comercial.
Destaque para as seguintes faixas: 'Video Inspiration', a power ballad 'Jennifer', uma cover do Montrose (I Got The Fire) e a ótima 'Silent Soldiers'.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Quiet Riot – Quiet Riot ou 1988


Pioneira banda Hard and Heavy Americana, responsável pelos clássicos álbuns “Metal Health” e “Conditional Critical”. Também conhecido por ser o grupo do falecido guitarrista Randy Rhoads e por seus covers da banda inglesa Slade. Logo após o lançamento do disco “III”, o vocalista Kevin Dubrow e o baixista Chuck Wright entram em atrito com o resto do conjunto, fazendo com que estes mesmos fossem demitidos. Com a intenção de mudar a sonoridade da banda, os membros restantes Cavazo e Bannali convidam o grande vocalista Paul Shortino, ex Rough Cutt. Em 88 o grupo grava o disco “Quiet Riot”, que ainda contava com Sean Mcnabb no baixo. O resultado foi bom, mas não era aquilo que os antigos fãs e os críticos esperavam ouvir. A faixa de maior destaque foi “Don’t Wanna Be Your Fool”, em um estilo meio Whitesnake. Quando a banda partiria para uma turnê, Carlos e Frankie foram notificados sobre um processo movido por Kevin, que os impediriam de se apresentar como Quiet Riot. Com todos esses problemas, o Quiet Riot decidiu encerrar as atividades, retornando ao batente somente no início da década de noventa, quando Kevin Dubrow fez as pazes com o resto do grupo, com o objetivo de um novo disco. Assim, “Terrified” foi gravado em 1993 e a banda foi reativada, até a morte precoce de Dubrow em 2007. Atualmente, a banda retomou as atividades e lançou o disco Ten, em 2014, com o novo vocalista Jizzy Pearl, ex Love\Hate.

MUSEO ROSENBACH - Zarathustra (1973)

Pouco lembrada como geradora de bandas de rock, a Itália é detentora de grandes nomes como Umberto Tozzi, Premiata Forneria Marconni, Banco dell Mutuo Socorso e a grandiosa Museo Rosenbach. A banda lançou poucos discos, sendo que apenas o primeiro, Zarathustra, é da primeira fase da banda. Depois viria uma coletânea de canções não lançadas e um ao vivo, gravado na década de setenta. A banda ainda se reuniria em 2000, lançando um álbum chamado "Exit". Formado em 1971, sob o nome de Inaugurazione del Museo Rosenbach (que significa Inauguração do museu Rosenbach em italiano) como uma fusão de duas bandas de covers, da segunda metade dos anos 1960, La Quinta Strada e Il Sistema. Essas bandas tocavam canções de Jimi Hendrix, Steppenwolf, The Kinks e Otis Redding. O primeiro play da banda saiu em 1973, com o nome de "Zarathustra". A capa é uma montagem cubista de várias paisagens, e outras imagens, formando uma face humana, tendo inclusive o rosto de Benito Mussolini. O disco tem no seu lado A, uma única faixa, chamada Zarathustra, dividida em 5 sub-faixas. O lado B contém 3 faixas. A duração da primeira ultrapassa os 20 minutos, e as faixas do segundo lado beiram entre 6 e 8 minutos. O conceito da canção "Zarathustra" gira em torno da obra literária "Assim Falou Zaratustra", de Friedrich Nietzsche. Quanto ao instrumental, pode-se perceber uma atenção maior no teclado e na guitarra. Os vocais também são destaque, sendo ao mesmo tempo agressivos e melódicos. Depois desse belo disco de estréia, a banda faria algumas turnês, sendo desses shows, algumas faixas usadas para um álbum ao vivo lançado em 1992, e posteriormente o grupo encerraria suas atividades. Em 2000, eles voltam pra lançar o disco Exit, que infelizmente mostrou um lado mais comercial da banda. Para finalizar, devemos ressaltar que esse conjunto estava bem a frente do seu tempo, demonstrando que a qualidade musical deve ser além da fama, objetivando também a criatividade, talento e inspiração.

Chacko – Chacko


Cantora inglesa com apenas um único álbum lançado em sua carreira. Este disco de 1986, é intitulado "Chacko" e teve a canção "Once Bitten Twice Shy" como faixa de maior destaque, editada em single e maxi-single, além de ter sido incluída na trilha sonora do filme “Elvira: a rainha das trevas”. Até onde sei, este LP nunca foi editado em CD, mas não é difícil de encontrar o vinil, pois o mesmo foi lançado no Brasil na época. Com um visual agressivo e provocante, Lori CHACKO manda muito bem seu Hard pop-Rock nas dez faixas presentes no álbum. O porque dela nunca mais ter gravado um disco, continua sendo um mistério. Lori voltou a se apresentar nos últimos anos, principalmente na Áustralia, onde mora atualmente e também mantêm uma página na internet, cujo o endereço é esse: lorichacko.com

Weapons - Captive Audience

Lendário grupo da cena "Hard" de Detroit. O som era uma mistura de Kix com a fúria do Babylon AD. Esse disco foi lançado em 1985 pela Metro America e já se tornou “cult” entre os apreciadores do estilo. Na época a banda abria shows para o Halloween, outro medalhão de Detroit. A formação contava com Tommy Ingham - Vocals ; Joey Gaydos - Guitar/Vocals; Pete Bankert – Bass; Greg Doyle – Guitar e Fred Schmidt - Drums/Vocals. Pelo que se sabe, este foi o único registro deles e o único a continuar no meio musical foi o baixista Peter Bankert, com seu estúdio “Rock City” localizado em Ann Arbor, Michigan, fazendo serviços para nomes como FOGHAT, BOBBY RONDINELLI, Dead Boys e outros. Esse álbum é foda, com clássicos como “The Rock starts here” e “Runaway”. Recomendado!

Jerusalem Slim - 1992

Projeto voltado ao Hard Rock de Michael Monroe e Steve Stevens (Atomic Playboys, Vince Neil e Billy Idol). Esse álbum foi uma grande dor de cabeça a Monroe, devido ao fato da gravadora PolyGram colocar Michael Wagener para a produção do mesmo. Monroe não queria alterar a sonoridade do disco e Wagener foi um dos responsáveis pela mudança na direção musical que tanto desagradou Monroe. O produtor passou a explorar ao máximo a guitarra de Steve Stevens, mostrando um trabalho focado nos solos. Monroe, então convencido de que o álbum não estava de acordo com os seus interesses, nunca promoveu o disco, deixando muito clara sua opinião. Durante a turnê pelo Japão (sem Stevens) ele simplesmente se recusou a tocar ao vivo as músicas do Jerusalem Slim. O disco é um bom registro, possui belos solos de guitarra e levada bastante Hard Rock. Depois dele, Stevens e Monroe romperam definitivamente. É um item raro e de colecionador, afinal um relançamento/remasterização seria totalmente improvável, em razão da absoluta falta de interesse das partes envolvidas, especialmente do ex vocalista do Hanoi Rocks.