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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

MISSING PERSONS


Famosa tanto por sua imagem espacial, quanto pela música (Hello Lady Gaga!!), a banda Missing Persons surgiu em 1980, na cidade de L.A., um ano após o casamento da vocalista Dale Bozzio, com seu marido, o baterista Terry, antigo membro da banda de apoio de Frank Zappa: Terry Bozzi -  conheceu Dale (ex-coelhinha da Playboy) em um estúdio de gravação de Hollywood, depois de fundar o Missing Persons - inicialmente apelidado de U.S. Drag - o casal recrutou o colega Warren Cuccurullo na guitarra, e Patrick O'Hearn no baixo, e com o tecladista clássico Chuck Wild, eles começaram a tocar em clubes da área. Em 1981, a banda lançou seu EP de estreia auto-intitulado; Depois de assinar com a Capitol, a gravadora reeditou o disco em 1982, e os singles "Words" e "Destination Unknown", chegaram ao Top 40. Seus vídeos também apareciam no novo canal chamado MTV, onde a voz da Dale Bozzio e o visual exagerado (composto de cabelo rosa choque, roupas de ficção científica e sutiã de acrílico) combinado com as músicas sintetizadas, manipuladas para a rotação pesada. Mais tarde, em 1982, o grupo lançou seu primeiro álbum completo, "Spring Session M" (um anagrama de seu nome), que lançou o sucesso underground "Walking in LA". Depois de "Rhyme e Reason", em 1984, obtiveram apenas um pequeno sucesso com o single "Give". O grupo chamou Bernard Edwards, do grupo Chic, para produzir "Color in Your Life", de 1986; o álbum, no entanto, foi um fracasso e tanto a banda, quanto o casal Dale/Terry se separaram. Enquanto a Dale Bozzio lançou um álbum solo, no selo Paisley Park, do cantor Prince, Terry Bozzio passou a trabalhar com Jeff Beck. Enquanto isso, Cuccurullo se uniu ao Duran Duran; O'Hearn gravou vários álbuns instrumentais de new age, e Wild compôs música para filmes e televisão. O maior sucesso do conjunto, sempre será a canção "Mental Hopscotch", presente no disco "Color in your life", e que serviu de influência para bandas nacionais como RPM, TOKYO e METRÔ.


- https://www.youtube.com/watch?v=OhzvNBtE8fA

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Wendy O. Williams - WOW

Uma das artistas mais enigmáticas do rock, Wendy foi de atriz pornô, passando por ícone do punk, até se tornar protegida dos integrantes/empresários da banda KISS. Começou como vocalista da banda punk PLASMATICS, famosa pelo estilo "Shock Rock", bem difundido por artistas como ALICE COOPER e Screaming Lord Sutch. Williams nasceu em Webster, no estado de New York, e provavelmente abandonou a escola para viajar ao redor do mundo, antes de se juntar aos PLASMATICS. Sua permanência no grupo durou dez anos, e muitas polêmicas, sempre envolvendo nudez ou agressões físicas por parte de Wendy. Em 1984, depois de participar de um concerto do KISS, Wendy acaba ficando íntima de Gene Simmons, influente na gravadora Passport/JEM. 


Com isso, acaba convidada para lançar seu primeiro disco solo, o álbum "W.O.W.", produzido pelo baixista do Kiss. Os membros do Kiss, Paul Stanley, Ace Frehley, Eric Carr e Vinnie Vincent, também chegaram a participar das gravações do álbum. O disco tem uma sonoridade bem interessante, mas bem mais comercial do que o PLASMATICS, algo próximo do "Hair  Metal" do período, nele se destacam as canções "I Love Sex (And Rock and Roll)" e "It's My Life". O lançamento é bem recebido pela crítica, e Malcolm Dome, crítico da revista Kerrang!, escolhe o "WOW" como o seu álbum do ano. Os músicos de estúdio foram Michael Ray - guitarra, T.C. Tolliver - bateria e os outros integrantes do KISS completam o disco. Wendy mais tarde foi nomeada ao Grammy de "Best Female Rock Vocalist of the Year", ou melhor, "Melhor Vocalista Feminina de Rock do Ano". Depois desse lançamento, Wendy gravaria mais dois discos, mas sem nenhuma grande repercussão. Ela então, volta para sua antiga banda e participa de alguns filmes eróticos, até se aposentar da música em meados dos anos 90. Infelizmente, em 1998, ela se suicida com um tiro, aos 48 anos, em uma área arborizada próximo à sua casa em Manchester, Connecticut. Uma grande perda para o rock, Wendy foi um símbolo de uma geração anarquista, que nunca mais veremos nos palcos da vida. No dia 18 de maio, de 1999, um memorial foi montado no clube noturno CBGB. Diversos artistas que tocaram com Wendy, principalmente os integrantes do Plasmatics, estiveram na cerimônia.

domingo, 7 de maio de 2017

Agnetha Faltskog - I Stand Alone

Na década de 70, a disco-music era um estilo bem badalado, tendo grupos como Bee-Gees, Chic e principalmente o suéco ABBA, como seus maiores expoentes. Depois do fim do ABBA, cada integrante seguiu seu próprio caminho, tendo a vocalista Agnetha alcançado um sucesso maior, gravando discos-solos no melhor estilo pop-rock e até AOR. Nascida na Suécia em 5 de abril de 1950, Agnetha Ase Fältskog começou a cantar ainda criança, influenciada por seus pais. Já na juventude ela monta seu primeiro grupo, THE CAMBERS e depois inicia uma razoável carreira-solo, até formar o ABBA e alcançar o sucesso mundial. Em 1982, já desgastada pelo sucesso, Agnetha anuncia a saída da banda suéca. Ela começaria a gravar discos-solos de forma regular, durante toda a década de 80. Em 1983, lança o primeiro álbum em inglês, "Wrap Your Arms Around Me", que vendeu, só na Suécia, 320 mil cópias. Foi produzido pelo australiano Mike Chapman. Também foi seu primeiro disco lançado após sua separação do ABBA. Em 1985, ela lança seu segundo álbum em inglês, chamado "Eyes Of A Woman", produzido por Eric Stewart, ex-10cc. Este álbum também foi um grande sucesso em seu país de origem. Em 1986, a Cupol inc. lançou uma compilação de suas músicas cantadas em suéco chamada: "Sjung Denna Sång". Chega então, o grande ano de 1987. Agnetha grava seu terceiro e melhor álbum em inglês, "I Stand Alone", produzido pelo cantor e produtor americano PETER CETERA (CHICAGO). A sonoridade era o AOR típico de rádio Fm, no melhor estilo de grupos como TOTO, REO SPEEDWAGON e FOREIGNER. A melhor parte do disco com certeza, é o dueto com PETER CETERA, chamado "I Was not The One (Who Said Goodbye)", acompanhado de um belo e melancólico clipe gravado na Europa. Fältskog também fez vários vídeos promocionais para os melhores singles do álbum, incluindo "The Last Time" e "Let It Shine". Quando o terceiro single, "I Was not The One (Who Said Goodbye)", apareceu na Billboard dos Estados Unidos em abril de 1988, a Warner-Music pediu que ela fizesse outro vídeo imediatamente. Embora fosse um dueto com PETER CETERA, ele não participou do clipe. A faixa do álbum, "Love in a World Gone Mad", foi um cover de uma música do grupo pop britânico BUCK FIZZ, de seu álbum "Writing on the Wall". Para a capa do LP, Agnetha surgiu com um novo visual, utilizando um cabelo loiro, espetado e levemente armado, "visu" típico da época. O álbum vendeu 170 mil cópias, tornando-se o LP mais vendido da Suécia em 1988, onde permaneceu no número 1 por oito semanas. Também atingiu o Top 20 na Noruega e na Bélgica, e o número 22 nos Países Baixos. 

Infelizmente, este trabalho foi o último lançado por ela antes de uma longa pausa, que durou até 2004, devido a problemas pessoais e de reclusão (Agnetha chegou a ser perseguida e ameaçada por um de seus ex-maridos malucos). Com certeza, este disco é altamente recomendável, sendo uma pérola perdida dos anos 80, deixando qualquer fã de Adult Oriented Rock surpreso e com satisfação garantida. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

sábado, 2 de julho de 2016

PRETTY BOY FLOYD - Leather Boyz with electric Toyz

Quarteto glam-metal formado nos Estado Unidos. A banda escolheu o nome "Pretty Boy Floyd" para descrevê-los: quatro adolescentes foras-da-lei, armados com licks de guitarra, maquiagens e que partiram para conquistar o mundo. O grupo assinou com a gravadora MCA e lançou seu primeiro disco "Leather Boyz..." em 1989. O álbum produzido por Howard Benson, teve um impacto significativo, sendo citado como um dos discos mais "quentes" do ano, por revistas como Metal Edge e Spin. Deste álbum, emplacaram dois hits, "I Wanna Be With You" e "Rock and Roll", exibidos exaustivamente pela MTV americana. A banda excursionou o mundo e foram reconhecidos como os reis da Sunset Strip, quebrando recordes de público, que antes eram de Van Halen e Warrant. Seu álbum chegou a marca de 750.000 cópias vendidas em todo continente. Com a chegada do grunge e do rock alternativo, a banda simplesmente desapareceu do mapa, vindo a lançar um segundo play somente em 1998, "A Tale of Sex, Designer Drugs, and the Death of Rock N Roll", que acabou passando desapercebido pela mídia. Recentemente, uma nova geração de fãs jovens, que não estavam sequer na escola quando a banda surgiu pela primeira vez, começou a redescobrir sua música, demonstrando que não importa o que os críticos pensam, ou que as tendências ditem regras, o som do Pretty Boy Floy sempre será festivo, atemporal e com muita atitude Rock&Roll.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

St. Valentine – Demos

Obscuro Hard Rock Americano (?), que teve como produtor Dana Strum, baixista da banda “Slaughter”. O disco ainda contou com os talentos de Mark Slaughter e Jeff Scott Soto, como músicos de apoio. Uma mistura de glam, teclados melódicos e puro Hard Rock. Recomendado para apreciadores de artistas como Rob Rocks, Driver, etc. O vocalista John Ward era Inglês, e esteve à frente da banda “Shy”, no disco "Welcome To The Madhouse", de 1994.
Somente para fãs do gênero.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

American Hard Rock - Bandas de Detroit

http://www.facebook.com/HardheavyAOR/


Os Estados Unidos sempre foram e sempre serão o berço do Rock Pesado. Desde os primórdios do estilo, no fim dos anos 50/60, até chegando ao glam dos 80/90. Los Angeles foi a capital do movimento glitter, com bandas como Dokken, Motley Crue, Quiet Riot, entre outras. Mas além de tudo isso, existiram outras bandas e outras cenas menos badaladas que não receberam tanta mídia ou atenção da MTV. Durante os anos 70, a cidade de Detroit (a maior no estado americano de Michigan) entra em grave recessão econômica, por causa da crescente concorrência de companhias japonesas produtoras de automóveis. No meio dessa crise financeira, surgem grupos que mais tarde se tornariam ícones do rock internacional: Ted Nugent, Alice Cooper, Grand Funk Railroad, MC5 e The Stooges; que elevariam o estatus da cidade como grande centro do Rock n’ Roll. O que pouca gente sabe, é que ali, também houve uma grande movimentação de bandas e artistas ligados ao Hard/Glam. Nomes menos conhecidos: Halloween (Horror Show), Weapons, Seduce, Madam x, Abuse, Bitter Sweet Alley e uma série de artistas que fazem da cidade um grande seleiro de grandes nomes. Selecionamos alguns deles para melhor explicitá-los:

-MADAM X:



Esse grupo é mais conhecido por ter revelado Sebastian Bach (Skid Row). Inicialmente, era formado apenas por mulheres que possuíam exuberantes madeixas. No comando, estavam as irmãs Maxine e Roxy Petrucci, que mais tarde integrariam o Vixen. Suas músicas eram bem cruas e as letras falavam basicamente de conflitos juvenis. Em 1984 gravam "We Reserve the Right". Uma mistura de WASP, Motley Crue e Judas Priest. Um disco básico e com a boa pegada metal da época. Mas, infelizmente, sofrem um contratempo com a saída do vocalista original. Então, Maxine resolve chamar o jovem Sebastian Bach, de apenas 16 anos, que acaba gravando uma demo obscura, contendo 10 faixas. A banda decretaria seu fim pouco tempo depois, devido ás baixas vendas e troca de integrantes. O MADAM X sempre será lembrado pela exuberância visual e atitude Rock’n Roll.

-MOTOR CITY ROCKERS:



O grupo surge após Jimmy Marinos abandonar a banda new wave “Romantics”. Na época, o baterista/vocalista alegou um certo cansaço, causado pela histeria dos fãs e pelo ego dos integrantes. Uma atitude ousada, tendo em vista que os Romantics eram então, uma máquina de fazer dinheiro e hits. Convencido de que poderia encontrar o sucesso fazendo um som mais pesado, recruta o baixista Paul Petrucci, o baterista Steve LaCross e os guitarristas Robert Gillespie e Greg Miller. Em 1993, sai pela Black Cat Records, o disco “Rollin' and Tumblin', bem calcado no Hard/glam 80. O álbum possui bons momentos, como “When the Cat's Away “ e a fodástica “Sex Bomb”. O Problema então, foi o mercado musical da época, que praticamente sepultous as excelentes intenções da banda. Afinal, não estávamos mais na década passada, e esse tipo de som já estava sendo renovado e descartado pela MTV. O que restou foi um grande disco, fora de catálogo há anos. A banda encerrou as atividades e Jimmy Marinos voltou a tocar nos Romantics, como convidado, em apresentações eventuais.


-SEDUCE:



O Seduce ficou famoso ao aparecer no documentário “The Decline of Western Civilization Part II: The Metal Years”, um retrato sobre os jovens americanos e o Heavy Metal da época. O documentário mostra idiotas, perdedores, alguns artistas conhecidos daquele período e bandas novas. A formação clássica era Mark Andrews - Bass/Vocals, David Black – Guitar e Chuck Burns – Drums. Ainda contou com os vocais de Angelo Ganos, falecido em 2008. O primeiro disco é o homônimo álbum de 85, que continha a clássica “Headbangers”. Em 88, sai “Too Much Ain't Enough” com destaque para a canção “Any time or place”. Em 91, já sem gravadora, a banda lança “Worldwide”, que sairia apenas em K7, com Ganos nos vocais. Depois disso, a banda fez uma pausa, voltando apenas em 2002 para o lançamento do “Reunion 2002 DVD”, só com os clássicos até então. Atualmente a banda continua ativa e faz parte da grande cena Hard de Detroit.


-HALLOWEEN:



Uma das bandas mais toscas e originais do Hard&Heavy Americano. Apesar do nome, não tem nenhuma ligação com a germânica Helloween. A Halloween "The Heavy Metal Horror Show" já é veterana e lendária em Detroit. Ativa desde o início dos anos 80, este quinteto de metal clássico old school é famoso por incluir nos shows enormes equipamentos de luz, fumaça, neblina, teias de aranha, pirotecnia, atores ao vivo, um cemitério, uma casa assombrada e um castelo, apenas para citar alguns itens de suas apresentações bizarras. Estréiam em 1985, com "Don't Metal With Evil", e em 1986 gravam "Victim's of the Night", somente lançado em 1997. A discografia é longa e confusa, dificilmente encontrada. Em 2006, sai o inédito “Horror Fire”. Também lançam "E.vil P.ieces", um novo EP / Mini CD com canções novas de vários clássicos do Halloween. A banda conta com: Brian Thomas - Vocals. Donny Allen - Guitar. George Neal - Bass. Rob Brug - Drums. Billy Gray – Guitar. Prepare-se para o terror ... Halloween impõe o medo por trás do Heavy Metal! HAHAHAHA.


-Bitter Sweet Alley:



O primeiro disco do BSA, de 1983, trouxe um pop rock de FM, com músicas agradáveis e dançantes. Com "Some Like It Hot" de 85, veio uma mudança de imagem e som. O conjunto adota uma postura mais voltada para o rock melódico, mas ainda com uma sensibilidade pop. 3BY5, gravado em 1986, foi o disco mais pesado e consolidou o sucesso do grupo no cenário local. Membros: Gary Spaneola – Vocals; Dave Gerston – Guitar; Rich Nelson – Bass; Tim Marko – Drums. O voclista Gary Spaneola, também gravou um álbum solo, intitulado "Project One" em 1986, pela Track Records.


-Maiores informações: http://www.facebook.com/HardheavyAOR/

Aerosmith - Rock in a Hard Place


Reconhecido como um dos grupos mais populares do Hard Rock americano, o Aerosmith dispensa apresentações. Falaremos agora do álbum “Rock in a Hard Place”, um dos mais obscuros de sua densa discografia. Em 1979, durante as gravações de Night in the Ruts, Joe Perry deixou a banda após mais uma briga com Steven, dessa vez por causa de um copo de leite. Perry forma então, o The Joe Perry Project. O substituto para Perry foi Jimmy Crespo. Brad Whitford também deixa a banda em 1981 e se une a Derek St. Holmes, vocalista da banda de Ted Nugent, para dar origem ao projeto Whitford/St. Holmes, que lançou um disco auto-intitulado. Com a parceria Perry-Tyler desfeita, Rock in a Hard Place é lançado em 1982 e teve como destaque o single e o vídeo de "Lightning Strikes", que ainda contava com Brad Whitford (a música foi feita antes de sua saída). O disco foi um fracasso de vendas e de crítica, apesar de possuir bons momentos como "Bitch's Brew", "Bolivian Ragamuffin" e "Cry Me A River". Aqui se apresenta Hard dos bons, mesmo sem Joe. Após esta fase conturbada, Perry e Whitford regressaram à banda e em 1984 reunem-se para uma turnê em comemoração da reunião dos membros do grupo, a "Back In The Saddle Tour". Com certeza é um clássico indispensável para qualquer discoteca básica de Rock Pesado e com o selo Aerosmith de garantia.