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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

FIRE ON BLONDE - BOUNCE BACK

Fire On Blonde foi um obscuro grupo dance-pop/urbano contemporâneo, que gravou alguns singles regulares ​​nos anos 80. Foi formado em 1985, na cidade de LA, quando a cantora/ atriz Suzie Benson uniu forças com o tecladista Jim Vukovich. Os dois se conheciam desde 1983, e eram membros de uma banda cover chamada Atsui. 



Nem Benson, nem Vukovich eram nativos de L.A.. Benson nasceu em Cherry Point, Carolina do Norte, em 1964, enquanto Vukovich era originalmente de Waukegan, Illinois, perto de Chicago. Depois de se apresentar em clubes de LA por alguns anos, Fire on Blonde chamou a atenção da Atlantic Records, que lançou o primeiro single do grupo, "Stop and Think", em 1986. No ano seguinte, Vukovich deixou o grupo e foi substituído pelo tecladista sueco Scott Rudgress. A formação Benson/Rudgress gravou dois singles em 1987: "Wrong Number" na Atlantic, e a grande "Bounce Back" (trilha sonora do filme HOTEL SCREWBALL) na gravadora Spinn, distribuída pela TSR. Ambas as canções foram escritas e produzidas por Michael Jay, que as usou, pela segunda vez quando produziu o álbum da cantora de dance-pop Alisha, para a MCA em 1990. Embora todos os seus singles fossem contagiantes, Fire on Blonde não alcançou o estrelato e nunca lançou um álbum completo. Em 1988, o grupo encerrou as atividades. Suzie Benson e Vulkovich, continuaram a carreira como músicos de estúdio, dando suporte a nomes como Michael Bolton, Cher, Babbie Green etc...

https://www.youtube.com/watch?v=c0u2EOul2Dg


terça-feira, 21 de janeiro de 2020

MISSING PERSONS


Famosa tanto por sua imagem espacial, quanto pela música (Hello Lady Gaga!!), a banda Missing Persons surgiu em 1980, na cidade de L.A., um ano após o casamento da vocalista Dale Bozzio, com seu marido, o baterista Terry, antigo membro da banda de apoio de Frank Zappa: Terry Bozzi -  conheceu Dale (ex-coelhinha da Playboy) em um estúdio de gravação de Hollywood, depois de fundar o Missing Persons - inicialmente apelidado de U.S. Drag - o casal recrutou o colega Warren Cuccurullo na guitarra, e Patrick O'Hearn no baixo, e com o tecladista clássico Chuck Wild, eles começaram a tocar em clubes da área. Em 1981, a banda lançou seu EP de estreia auto-intitulado; Depois de assinar com a Capitol, a gravadora reeditou o disco em 1982, e os singles "Words" e "Destination Unknown", chegaram ao Top 40. Seus vídeos também apareciam no novo canal chamado MTV, onde a voz da Dale Bozzio e o visual exagerado (composto de cabelo rosa choque, roupas de ficção científica e sutiã de acrílico) combinado com as músicas sintetizadas, manipuladas para a rotação pesada. Mais tarde, em 1982, o grupo lançou seu primeiro álbum completo, "Spring Session M" (um anagrama de seu nome), que lançou o sucesso underground "Walking in LA". Depois de "Rhyme e Reason", em 1984, obtiveram apenas um pequeno sucesso com o single "Give". O grupo chamou Bernard Edwards, do grupo Chic, para produzir "Color in Your Life", de 1986; o álbum, no entanto, foi um fracasso e tanto a banda, quanto o casal Dale/Terry se separaram. Enquanto a Dale Bozzio lançou um álbum solo, no selo Paisley Park, do cantor Prince, Terry Bozzio passou a trabalhar com Jeff Beck. Enquanto isso, Cuccurullo se uniu ao Duran Duran; O'Hearn gravou vários álbuns instrumentais de new age, e Wild compôs música para filmes e televisão. O maior sucesso do conjunto, sempre será a canção "Mental Hopscotch", presente no disco "Color in your life", e que serviu de influência para bandas nacionais como RPM, TOKYO e METRÔ.


- https://www.youtube.com/watch?v=OhzvNBtE8fA

quinta-feira, 30 de maio de 2019

DEPECHE MODE - GREATEST HITS

Um dos primeiros grupos, a estabelecer uma identidade musical, baseada completamente no uso de sintetizadores. Começaram dentro do cenário pop-dance, mas gradualmente desenvolveram um som mais dark e dramático, que os posicionou como uma das bandas alternativas mais bem sucedidas da sua época. Formada por David Gahan (vocalista), Martin L. Gore (tecladista, guitarrista, vocalista ), Andrew Fletcher (tecladista, baixista) e Vince Clarke (tecladista - futuro fundador do ERASURE, outro grande nome da cena). Depeche Mode teve 50 canções no UK Singles Chart, e dezessete álbuns no top 10 do Reino Unido; já venderam mais de 100 milhões de cópias ao redor do mundo. 


Existem muitas coisas que o Depeche Mode fez, que nenhuma outra banda conseguiu, como ser a única banda eletrônica a se apresentar em estádios, ter uma base enorme de fãs dedicados por todo o mundo, e sempre ter álbuns estreando no Top 10 da Billboard 200, mesmo com mais de 25 anos de carreira. Seus álbuns vendem em média mais de 3 milhões de cópias; tem 18 singles na US Hot 100, 4 singles em primeiro lugar na US Modern Rock, e 7 singles na US Hot Dance/Club Play, e mais de 20 singles no total a chegar em paradas de sucesso, de um modo geral. Seus principais discos são: Some Great Reward (1984), Violator (1990),  Ultra (1997) etc.. Seus grandes sucessos são: "Strangelove", "Personal Jesus", "Enjoy the Silence", "Condemnation", "It's No Good" etc. A banda continua na ativa, e em 11 de outubro de 2016, anunciou que seu décimo quarto álbum, intitulado "Spirit" seria lançado na primavera de 2017. Uma semana depois, o grupo recebeu uma indicação para o Hall da fama, do Rock and Roll. Em 3 de fevereiro de 2017, saiu o primeiro single do novo álbum, "Where's the Revolution". "Spirit" foi lançado em 17 de março do mesmo ano, e foi mais um sucesso de público e crítica. Após 24 anos, a banda tocou no Brasil, em 27 de março de 2018.



-https://www.youtube.com/watch?v=vGYebtM45ck

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Nirvana - Bleach

O álbum de estréia do NIRVANA, é considerado um dos pilares de um dos episódios mais marcantes da música das últimas décadas: O GRUNGE. Lançado em 1989 pelo selo musical independente SUB POP, foi produzido por ninguém menos que JACK ENDINO (ex integrante da banda Skin Yard), grande contribuinte da ascensão do GRUNGE nas garagens do underground, para as grandes gravadoras do mainstream. Reza a lenda que o BLEACH foi gravado em poucos dias e custou a bagatela de pouco mais de 600 dólares. Inicialmente, vendeu cerca de 6 mil cópias, atingindo marcas maiores apenas após o lançamento da magnum opus do NIRVANA, o NEVERMIND (1991). 

Endino, que havia produzido anteriormente bandas precursoras do som de SEATTLE como MUDHONEY e SOUNDGARDEN, no BLEACH consegue manter a legítima sonoridade daquele período: algo cru, sujo e pesado. Os ruídos e microfonias ganham status de música, não há mais lugar para o virtuosismo das bandas GLAM dos anos 80 tipo Guns ou Poison, pelo contrário, cria-se um movimento contrário a imagem do “GUITTARHERO”. O grunge declara o descompromisso com relação à parte técnica da música. BLEACH, apesar da inovação, não conta com a formação clássica do NIRVANA, (Kurt/Krist/David). O responsável pelas baquetas é o apático Chad Channing, que foi gentilmente chutado da banda pouco antes do NEVERMIND (mas este é um outro capítulo a ser revisado). Se você quer entender o verdadeiro som de Seattle, Bleach é e sempre será uma peça fundamental, um disco bem a frente de seu lançamento, ao lado dos debuts de SOUNDGARDEN e TEMPLE OF DOG.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Wendy O. Williams - WOW

Uma das artistas mais enigmáticas do rock, Wendy foi de atriz pornô, passando por ícone do punk, até se tornar protegida dos integrantes/empresários da banda KISS. Começou como vocalista da banda punk PLASMATICS, famosa pelo estilo "Shock Rock", bem difundido por artistas como ALICE COOPER e Screaming Lord Sutch. Williams nasceu em Webster, no estado de New York, e provavelmente abandonou a escola para viajar ao redor do mundo, antes de se juntar aos PLASMATICS. Sua permanência no grupo durou dez anos, e muitas polêmicas, sempre envolvendo nudez ou agressões físicas por parte de Wendy. Em 1984, depois de participar de um concerto do KISS, Wendy acaba ficando íntima de Gene Simmons, influente na gravadora Passport/JEM. 


Com isso, acaba convidada para lançar seu primeiro disco solo, o álbum "W.O.W.", produzido pelo baixista do Kiss. Os membros do Kiss, Paul Stanley, Ace Frehley, Eric Carr e Vinnie Vincent, também chegaram a participar das gravações do álbum. O disco tem uma sonoridade bem interessante, mas bem mais comercial do que o PLASMATICS, algo próximo do "Hair  Metal" do período, nele se destacam as canções "I Love Sex (And Rock and Roll)" e "It's My Life". O lançamento é bem recebido pela crítica, e Malcolm Dome, crítico da revista Kerrang!, escolhe o "WOW" como o seu álbum do ano. Os músicos de estúdio foram Michael Ray - guitarra, T.C. Tolliver - bateria e os outros integrantes do KISS completam o disco. Wendy mais tarde foi nomeada ao Grammy de "Best Female Rock Vocalist of the Year", ou melhor, "Melhor Vocalista Feminina de Rock do Ano". Depois desse lançamento, Wendy gravaria mais dois discos, mas sem nenhuma grande repercussão. Ela então, volta para sua antiga banda e participa de alguns filmes eróticos, até se aposentar da música em meados dos anos 90. Infelizmente, em 1998, ela se suicida com um tiro, aos 48 anos, em uma área arborizada próximo à sua casa em Manchester, Connecticut. Uma grande perda para o rock, Wendy foi um símbolo de uma geração anarquista, que nunca mais veremos nos palcos da vida. No dia 18 de maio, de 1999, um memorial foi montado no clube noturno CBGB. Diversos artistas que tocaram com Wendy, principalmente os integrantes do Plasmatics, estiveram na cerimônia.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Black Sabbath - Seventh Star

O famoso "disco de 3 vocalistas" do Sabbath. Depois da conturbada turnê anterior da banda, o gutarrista Tony Iommi resolve registrar um álbum solo em 1986, ideia essa removida pela sua gravadora Warner (para eles, era melhor manter a marca Black Sabbath). As primeiras demos do disco foram gravadas por um famoso ator e cantor da Broaddway, Jeff Fenholt (na época, Jeff alegou que Iommi considerava a ideia de mantê-lo na banda, coisa que jamais aconteceu - existe um bootleg com essas demos, chamado "Star of India", fácil de encontrar por ai e bem interessante). Iommi então, monta uma nova formação para o Sabbath, incluindo membros da banda de sua namorada da época, a roqueira glam e ex-Runnaway Lita Ford. O grupo escolhido por Iommi foi: Geoff Nicholls/teclado, Eric Singer/bateria, Dave Spitz/baixo e Glenn Hughes/vocal (uma das maiores vozes do rock/ com passagens por Deep Purple e Trapeze). 

Com todos esses músicos, a sonoridade beirou mais para o Hard Rock americano, do que para o metal tradicional. O disco tem canções muito boas como "In for the kill", "Heart Like a Wheel" , "Danger Zone" (essa poderia entrar na trilha de "Mad Max"), "Turn to Stone" e a balada "No Stranger to Love", com clipe bem na linha das Hair Bands americanas. Infelizmente, durante o começo da turnê, por causa de seu vicío em drogas e álcool, Hughes teve que ser substituído por outro vocalista (o lendário e já falecido  Ray Gillen, excelente cantor da banda BADLANDS). Um bootleg com Ray nos vocais também foi registrado e com boa qualidade de áudio. A turnê seguiu, ao lado de outros dois medalhões do rock pesado, W.A.S.P. e Anthrax. Sobre o resto do disco, vale ressaltar que mesmo registrando mudança de sonoridade, é o bom e velho Iommi que está aqui, sempre com sua inconfundível guitarra. Apesar dos problemas envolvidos em sua produção, Seventh Star obteve considerável sucesso comercial, chegando ao 27º lugar nas paradas musicais do Reino Unido, e 78º lugar na Billboard 200. Para os próximos álbuns, haveria mais mudanças na formação do grupo e na sonoridade, mas isso é papo para outras postagens aqui do blog.XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Colin Hay Band - Wayfaring Sons

Nascido na Escócia, e mudando-se muito jovem para Austrália, Colin James Hay ficou mundialmente famoso por ser vocalista da banda Men At Work, que misturava reggae, rock, surf-music, pop e elementos da música do continente oceânico. O que pouca gente sabe, é que ele também desenvolveu uma interessante carreira solo, depois do final do conjunto, no fim dos anos 80. Depois de lançar um modesto primeiro disco solo em 1987, o sucesso maior veio com o segundo play, "Wayfaring Sons", de 1990, com dez faixas. O destaque do álbum fica para a canção "In to my life" (tema da novela global “Rainha da Sucata”), sucesso mundial, sendo trilha sonora de diversos comerciais e programas televisivos ao redor do mundo. Devido a esse sucesso, Colin Hay participou do Rock in Rio II, em 1991, no Rio de Janeiro, tocando na mesma noite que Prince e Joe Cocker. 

A banda de apoio contava, além de Colin no vocal e guitarra; Gerry Hale no violino, mandolin; Paul Gadsby no baixo; Robert Dillon na bateria e Robby Kilgore no teclado. Outros singles do disco foram "Help Me", "Storm In My Heart" e "If You Want It All". O que resta dizer, é que o álbum é um excelente exemplo para quem curte o bom e velho rock'n roll australiano, na mesma linha de grupos como Hoodoo Gurus, INXS e Noiseworks; e um dos maiores sucessos comerciais de Colin, que já gravou onze álbuns em carreira solo. O disco “Looking for Jack – 1987” e “Wayfaring Sons – 1990” foram os únicos a ser distribuídos pela gravadora Universal, os demais álbuns foram produções independentes. Hoje, Colin Hay continua com sua carreira, lançando discos e fazendo shows ao redor do mundo.XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

domingo, 7 de maio de 2017

Agnetha Faltskog - I Stand Alone

Na década de 70, a disco-music era um estilo bem badalado, tendo grupos como Bee-Gees, Chic e principalmente o suéco ABBA, como seus maiores expoentes. Depois do fim do ABBA, cada integrante seguiu seu próprio caminho, tendo a vocalista Agnetha alcançado um sucesso maior, gravando discos-solos no melhor estilo pop-rock e até AOR. Nascida na Suécia em 5 de abril de 1950, Agnetha Ase Fältskog começou a cantar ainda criança, influenciada por seus pais. Já na juventude ela monta seu primeiro grupo, THE CAMBERS e depois inicia uma razoável carreira-solo, até formar o ABBA e alcançar o sucesso mundial. Em 1982, já desgastada pelo sucesso, Agnetha anuncia a saída da banda suéca. Ela começaria a gravar discos-solos de forma regular, durante toda a década de 80. Em 1983, lança o primeiro álbum em inglês, "Wrap Your Arms Around Me", que vendeu, só na Suécia, 320 mil cópias. Foi produzido pelo australiano Mike Chapman. Também foi seu primeiro disco lançado após sua separação do ABBA. Em 1985, ela lança seu segundo álbum em inglês, chamado "Eyes Of A Woman", produzido por Eric Stewart, ex-10cc. Este álbum também foi um grande sucesso em seu país de origem. Em 1986, a Cupol inc. lançou uma compilação de suas músicas cantadas em suéco chamada: "Sjung Denna Sång". Chega então, o grande ano de 1987. Agnetha grava seu terceiro e melhor álbum em inglês, "I Stand Alone", produzido pelo cantor e produtor americano PETER CETERA (CHICAGO). A sonoridade era o AOR típico de rádio Fm, no melhor estilo de grupos como TOTO, REO SPEEDWAGON e FOREIGNER. A melhor parte do disco com certeza, é o dueto com PETER CETERA, chamado "I Was not The One (Who Said Goodbye)", acompanhado de um belo e melancólico clipe gravado na Europa. Fältskog também fez vários vídeos promocionais para os melhores singles do álbum, incluindo "The Last Time" e "Let It Shine". Quando o terceiro single, "I Was not The One (Who Said Goodbye)", apareceu na Billboard dos Estados Unidos em abril de 1988, a Warner-Music pediu que ela fizesse outro vídeo imediatamente. Embora fosse um dueto com PETER CETERA, ele não participou do clipe. A faixa do álbum, "Love in a World Gone Mad", foi um cover de uma música do grupo pop britânico BUCK FIZZ, de seu álbum "Writing on the Wall". Para a capa do LP, Agnetha surgiu com um novo visual, utilizando um cabelo loiro, espetado e levemente armado, "visu" típico da época. O álbum vendeu 170 mil cópias, tornando-se o LP mais vendido da Suécia em 1988, onde permaneceu no número 1 por oito semanas. Também atingiu o Top 20 na Noruega e na Bélgica, e o número 22 nos Países Baixos. 

Infelizmente, este trabalho foi o último lançado por ela antes de uma longa pausa, que durou até 2004, devido a problemas pessoais e de reclusão (Agnetha chegou a ser perseguida e ameaçada por um de seus ex-maridos malucos). Com certeza, este disco é altamente recomendável, sendo uma pérola perdida dos anos 80, deixando qualquer fã de Adult Oriented Rock surpreso e com satisfação garantida. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Billy Squier - Signs of Life


Guitarrista norte-americano de hard rock e AOR. Nascido em 12 de maio de 1950 (Boston, Massachusetts), é famoso pelos hits "The stroke", "In the Dark, "The Big Beat," "Lonely Is the Night," "Everybody Wants You," e "Emotions in Motion". Em 1970, Billy começa sua carreira formando a banda KICKS, junto com o baterista do NEW YORK DOLLS, Jerry Nolan. Depois monta outra banda, o PIPER, em 1976, que lançou dois álbuns. Na época, a revista especializada em música Circus Magazine, apresentou-o como "o maior álbum de estréia já produzido por uma banda de rock dos EUA". O PIPER foi administrado pela mesma empresa do KISS e, de fato, abriu para eles durante sua turnê de 1977, incluindo duas noites de uma temporada esgotada no New York's Madison Square Garden. Depois disso, Billy Squier resolve sair em carreira solo, lançando o disco clássico "The Tale of the Tape" em 1980. Aqui se destacou a canção "You Should Be High Love" - ​​com direito a um elaborado videoclipe. A consagração veio mesmo com o próximo disco - "Don't say no", de 1981, onde Squier desejava  Brian May, do QUEEN, como produtor. May recusou devido a conflitos de agenda, mas recomendou Reinhold Mack, que havia produzido um dos álbuns do QUEEN,"The Game". "Don't say no" se tornou um enorme êxito, com o single "The Stroke" (fez parte das antigas trilhas do cigarro Hollywood) atingindo o Top 20 nos EUA. "In The Dark" e "My Kinda Lover" foram outros singles de sucesso. O disco vendeu mais de 4 milhões de cópias nos EUA, e o mais interessante nisso, segundo Squier, é que a gravadora nem queria que a música "The Stroke " entrasse no álbum. O próximo lançamento foi "Emotions in motion" de 1982, com destaque para "Everybody wants you", além da parceria com os caras do QUEEN na música "Emotions in motion", fazendo deste álbum um grande sucesso também, vendendo 3 milhões de cópias. 

Chega então, o fatídico ano de 1984. Billy Squier grava o disco "Signs of life", e, apesar de emplacar vários hits como "All night long" e "Eye on you", o guitarrista de Boston comete um dos seus piores erros. Para divulgar a música "Rock me tonite", ele grava um videoclipe para MTV, para lá de tosco, e de gosto duvidosíssimo. No clipe, o guitarrista aparece de roupa rosa, fazendo passos de dança "a lá flashdance". Foi o suficiente para os roqueiros puristas deixassem de curtir Squier, levando um bom tempo para o guitarrista recuperar sua imagem (uns dizem que ele jamais foi o mesmo depois desse episódio). Sobre o vídeo, Squier alegou na época, ser uma "ideia" do diretor do mesmo. Bom, mas sobre o álbum, podemos classificá-lo como um dos melhores de Billy, contendo bons momentos com as canções "1984", "Fall for love" e "Sweet release". Vale lembrar que no mesmo ano, acontecia a estreia de grupos importantes como BON JOVI, WHITE SISTER e BLACK'N BLUE, ou seja, a concorrência era grande, mas  mesmo assim Squier consegue uma boa vendagem e uma turnê ao lado de outro gigante, o DEF LEPPARD.
Depois desse disco, Squier continuou lançando discos de forma regular até o fim dos anos 90, quando resolve dar uma parada na carreira. Recentemente ele voltou a ativa relançando material antigo e saindo em turnê com o STYX e o BAD COMPANY. Fica aqui a nossa homenagem, a mais este icône dos anos 80 e que não pode faltar na lista de nenhum fã do hard&heavy.XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

domingo, 12 de março de 2017

Pat Benatar - In the Heat of the Night

Lendária cantora de rock norte-americana. Em 1971, ela trabalhava como caixa de banco, até decidir abandonar o emprego para seguir a carreira de cantora, depois de ter sido inspirada pela multi-artista Liza Minnelli. Com sete discos de platina, três álbuns de ouro e 19 músicas no Top 40, o seu som é uma mistura de pop com hard-rock, aliado a seu enorme carisma pessoal e boa presença de palco. Apesar de não ser muito conhecida no Brasil, ela foi líder juvenil nos Estados Unidos, até uma "tal" de Madonna tomar o seu posto em 1983 (musicalmente, Madonna sempre foi inferior a ela, diga-se de passagem). Seu primeiro disco foi lançado em 1979 - "In the heat of the night", mas foi com o segundo, "Crimes of passion", de 1980, que ela obteve êxito, fazendo um som alegre de arena e bem executado por sua banda de apoio, que consistia em Neil Geraldo e Scott Sheets nas guitarras, Roger Caps no baixo e Myrom Grombacher na bateria. No disco, se destacam as canções "Hit me with your best shot" e "Hell is for children". Seus outros discos de destaque são: LIVE FROM EARTH de 1983 (com a clássica "Love is a battlefield", trilha sonora do filme "De repente 30"), e SEVEN THE HARD WAY de 1985, que traz o clássico "Invencible", trilha do filme "A lenda de Billy Jean", lançado no mesmo ano. Pat Benatar, finalmente obteve seu talento reconhecido em 2004, quando foi merecidamente indicada ao Hall da fama do Rock'n Roll. Vida longa a Pat!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Bill Wray - Lionheart


Nascido em 1958, na cidade de Shreveport (Louisiana), o roqueiro norte-americano Bill Wray é mais conhecido como compositor e criador de trilhas sonoras de filmes B e de baixo orçamento. Sua carreira inicia-se em  meados dos anos 1970, e desde então ele escreveu e produziu uma variedade de artistas, que variam do glam-metal ao folk. Ele também é irmão do músico/compositor Jim Wray. Compôs músicas para Loverboy, Zachary Richard, Emerson, Lake & Palmer, Ace Frehley e Eric Martin. Para Diana Ross, escreveu as canções "Fool for Your Love" e "So Close". Com seu irmão Jim, escreveu a maioria dos hits ("One in a Million", "Surrender") no álbum de estréia da banda Trixter. Como músico, abriu shows para Foreigner, Toto, Rick Springfield, Kinks, BTO, Peter Frampton e Joe Cocker. Seus discos de destaque são: Bill Wray (1976 MCA - álbum de estréia); Seize the Moment (1983 Liberty); Bill Wray and His Show Band Royale (1980 Arts #7317,) e Fire and Ice (1981 Liberty LT-1098), todos raríssimos de se encontrar. Wray também foi o produtor da empresa EFX, no MGM Grand Casino. Na época, foi o empreendimento mais caro e de maior escala dos Estados Unidos. 

Para o cinema, sua maior contribuição foi compondo a canção "No Mercy", para o clássico "Lionheart" (conhecido no Brasil como "Leão Branco, o lutador sem lei") - filme de ação de 1990, estrelado pelo então novato Van Damme. O enredo do filme é sobre um soldado da Legião Estrangeira na África,  que após receber a notícia da morte de seu irmão nos Estados Unidos, decide abandonar sua missão no continente africano e chegar em Los Angeles, para ajudar seus familiares. Após escapar de dois seguranças da legião que tem ordens para levá-lo de volta, o personagem Lyon (Van Damme) decide tornar-se um lutador de rua em perigosas e clandestinas lutas, pois está determinado a ganhar dinheiro para defender sua família e encontrar o assassino de seu irmão.  Além deste clássico, ele também fez as trilhas dos seguintes filmes: Tilt - The movie (1979); Escola privada para garotas (1983); Férias do barulho (1985); Navy Seals (1990) e Pompatus of love (1996). Bill Wray é sem-dúvida um grande músico, e apesar de ser pouco conhecido por aqui, também merece reconhecimento e ter seu lugar na história do Rock'Roll mundial.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A Gota Suspensa - 1983

Formada em 1978, como uma banda de rock progressivo, "A Gota" possuiu vários músicos e cantores em sua primeira formação. Entre eles Freddy Haiat, Kuki Stolarsky, Marcinha Montserrath, Mike Reuben. O som tocado era um progressivo/experimental bastante inspirado por bandas como Pink Floyd, King Crimson, Novos Baianos, e pelo movimento tropicalista, entre outros. Aos poucos, o som da Gota foi conquistando um público juvenil cada vez mais numeroso, que os seguiam em suas apresentações, assim como em festivais de música em São Paulo. Passaram a se apresentar em casas noturnas da época, como Clash e Carbono 14. Em 1983, gravam uma fita-demo para se candidatarem ao festival interno do Colégio Objetivo. Esse material serviu de interesse a um produtor musical, que conduziu a banda para uma gravadora independente, a "Underground Discos e Artes", que acabou por registrar o primeiro e único disco da banda. Esta gravação contou com a participação de Tavinho Fialho no contrabaixo e Marcel Zimberg no sax\flauta. Daqui se destacam algumas boas canções, como "Convite ao amor" e "Apocalipse", entre outras. O álbum não foi um sucesso comercial, mas foi bem aceito pela crítica, adquirindo status cult, chamando a atenção de várias gravadoras, entre elas a CBS Records (atual Sony). O conjunto consegue um contrato para três discos. O som da banda passava por uma mudança com as novas influências de Blondie, The B-52's, Devo, e Kraftwerk. Surgia então um estilo musical mais "acessível", uma sonoridade mais pop e menos experimental. Em 1984, nesta nova fase, "A Gota Suspensa" troca seu nome para "Metrô" (nessa época a formação se estabilizou com os seguintes membros: a modelo Virginie Boutaud (vocais), Alec Haiat (guitarra), Yann Laouenan (teclados), Xavier Leblanc (baixo) e Dany Roland (bateria)). A partir daí, o grupo grava seu primeiro disco em 1985, "Olhar", sendo sucesso de público e venda, alcançando disco de ouro e emplacando vários hits como, "Beat Acelerado", "Sândalo de Dândi", "Tudo pode mudar", "Johnny Love" e "Ti ti ti". 

Encerrava-se um ciclo criativo com o fim da "A gota", mas surgia um novo movimento musical, a new-wave brasileira, encabeçada por outros grupos como RPM, Zero, Titãs, Nau etc...porém, como o assunto é longo, deixaremos ele para uma outra postagem.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Jermaine Jackson - Dynamite


Todo mundo que conhece música, já ouviu falar de Michael Jackson, pelo menos uma vez na vida. Um ícone, que dispensa apresentações. O que pouca gente sabe ou lembra, é que na década de 80, ele tinha um simpático irmão, que tentou seguir seus passos dentro desse mesmo universo musical. Jermaine Jackson é o terceiro irmão mais velho, e ex-integrante do Jackson 5. É também contrabaixista, sendo dele as linhas de baixo que davam suporte ao conjunto. Assim como Michael, também saiu em carreira solo, tendo inúmeros singles entre os top 20 da época. Em 1984, ele grava seu mais-bem-sucedido trabalho, o disco "Dynamite", sucesso nos Estados Unidos, e que atingiu a marca # 15 na Billboard Hot 100. O disco trazia o som pop e dançante, que dominou todo aquele período, além de algumas participações especiais, como da cantora Whitney Houston e seus irmãos dos Jacksons. O maior destaque do álbum, foi a canção "When the rains begins to fall", um dueto com a cantora e musa teen Pia Zadora, e que foi originalmente gravada para a trilha sonora do filme "Voyage of the rock aliens". O clipe da canção pode ser considerado um épico daqueles tempos (e um dos mais ridículos também é claro, confira no youtube), tendo os mesmos ingredientes dos videos do irmão Michael, ou seja, bela coreografia, um enredo bem trabalhado e aquele figurino colorido e tosco daqueles tempos. É claro que sua gravadora queria faturar em cima de Jermaine, assim como fazia com Michael, mas Jermaine não era Michael, e muito do que foi feito por Jermaine, erroneamente foi visto como um quase plágio em cima de seu irmão mais famoso. O restante do disco é até razoável,  trazendo músicas como "Sweetest sweetest" e "Do what you do", que chegaram a liderar as paradas de numerosos territórios europeus, como Bélgica, Alemanha e França. Outro ponto alto é "Take good care of my heart", um dueto com a então desconhecida Whitney Houston,  e que também mais tarde apareceu no álbum de estréia da cantora, lançado em 1985, pela Arista Records. Infelizmente, com o passar dos anos, Jermaine foi desaparecendo da mídia, chegando até a trabalhar como cineasta, produzindo nos anos 90, a premiada série “The Jacksons: An American Dream”, que conta a história da família. Hoje ele se encontra bem afastado dos holofotes, principalmente após se converter ao islamismo e mudar o nome para Muhammad Abdul-Aziz. Vale a pena conferir esse grande clássico.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

YAHOO - 1988

Em 1988, o guitarrista virtuoso Robertinho do Recife, decide montar um grupo pop-rock, com influências de Hard Rock e AOR, após desmanchar o METALMANIA, sua antiga banda de Heavy Metal. Para isto, cogitou a hipótese de ter a cantora Rosana (do hit "Como uma deusa") nos vocais, algo que durou pouco tempo, sendo substituída pelo cantor Zé Henrique, cunhado da empresária Marlene Mattos. O primeiro disco veio com “Mordida de amor”, versão de "Love bites", do grupo Inglês Def Leppard. As versões em português para canções do Hard Rock marcariam toda a trajetória do Yahoo. O sucesso foi imediato e o grupo “estoura” em todo o Brasil. O conjunto ainda tinha na formação Marcelo Azevedo (teclado, guitarra e vocal) e Marcelão (bateria e vocal). Outras canções que se destacaram neste disco foram "Pra Você Voltar" e "Delicious", esta última tema da novela "O Salvador da Pátria".
No ano seguinte, com álbum novo, "Oração da Vitória", emplacam a canção "Anjo" (versão de "Angel" do Aerosmith), que foi tema da novela "O Sexo dos Anjos". Agora, a banda contava com um novo membro, Val Martins, que mais tarde, viria a se tornar um bem-sucedido cantor gospel.
Em 1990, Robertinho decide abandonar a banda e tocar sua carreira solo. O Yahoo lança o álbum "Yahoo III". Aqui, o destaque são as canções "Sonho Encantado" (tema da novela "Barriga de Aluguel"), "Veneno" e "Somos a Luz da Manhã", as duas últimas temas do filme "Sonho de Verão", no qual os músicos faziam parte do elenco, ao lado da turma do programa XUXA.
 Em 1992, sai o álbum "Pára-Raio". Novamente com cinco integrantes (desta vez, quem entrou foi o guitarrista Serginho Knust, que já tocava com a banda como músico contratado desde 1989), a banda grava as canções "Pára-Raio" (versão de "Hide You Heart", do Kiss), "Sozinho" (versão de "Reflections of my life", do The Marmalade), e "Como o Vento" (versão de "Wind of Change", da banda Scorpions). Destaque também para a romântica "Paixão Esquecida", tema da novela "Deus Nos Acuda".
Em 1994, lançam "Caminhos de Sol", tema da novela "A Viagem", que emplacou em todas as rádios brasileiras. O grupo continua com seus shows por todo país.
Em 1996, lançam o álbum "Arquivo", com pouca divulgação comercial, e que acabou decretando o fim do grupo. Seus integrantes passam a trabalhar em seu estúdio de gravação, o Yahoo Studio, um dos mais requisitados estúdios de gravação e produção musical do Brasil.
Após dez anos, em 2006 o Yahoo volta, lançando o álbum "Versões", que traz mais sucessos do hard rock em versões em português. O disco conta com músicas de bandas como Journey, Kiss e Poison.
Atualmente a banda continua em atividade, com nova formação e excursionando por todo Brasil. Já Robertinho de Recife, reativou o METALMANIA, seu antigo conjunto, para algumas apresentações comemorativas.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

BlitzKrieg – Demo 1981


Banda capitaneada pelo lendário vocalista Brian Ross. A história de Ross se confunde com a história do metal inglês, pois este conquistou prestígio ao fazer parte de três nomes de peso: Avenger, Satan e Blitzkrieg. Esta última depois de formada partiu para uma turnê extensiva na Inglaterra até se separar em 1981. Os integrantes seguiram caminhos distintos, sendo que Brian Ross & Mick Moore formam o Avenger, grupo da segunda divisão da NWOBHM. Ainda no começo da banda, Brian R. é substituído por Ian Swift, ex Satan. Ross é convidado então para preencher a vaga de Ian no SATAN. “Court In The Act” é gravado em 83 e a repercussão é grande, conquistando fãs em toda a Europa e EUA. Mas mesmo assim, o nome da banda gera dificuldades, que culminam com a demissão de Brian. O vocalista resolve então, reativar o Blitkrieg para gravar o material de 81. Jim Sirotto e Mick Moore (ainda um membro efetivo do Avenger na época) foram convidados a participar, e Mick Procter (guitarra, ex-Jess Cox / Tygers of Pan Tang) e Sean Taylor (bateria, parceiro de Ross nos tempos de Satan) foram escalados para as gravações do que seria “A Time of Changes”. A repercussão foi boa, mas a banda que gravou o disco não era uma formação oficial, e logo Brian Ross se viu forçado a montar uma nova “line-up”. Após registrarem um vídeo chamado “Live at the Kazbah”, imortalizando um concerto em Sunderland (RUN) e que foi lançado em 1990, o novo Blitzkrieg conseguiu um acordo com a RoadRacer Records visando o lançamento de um mini-LP comemorativo aos dez anos da banda. Em 2001, depois de um período conturbado e sem muitas novidades, Brian Ross e Tony J. Liddle montam um novo Blitzkrieg. Essa formação gravou o disco “Absolute Power” (2002), um disco bastante pesado, mantendo a força renovada do Velho Blitzkrieg.

American Hard Rock - Bandas de Detroit

http://www.facebook.com/HardheavyAOR/


Os Estados Unidos sempre foram e sempre serão o berço do Rock Pesado. Desde os primórdios do estilo, no fim dos anos 50/60, até chegando ao glam dos 80/90. Los Angeles foi a capital do movimento glitter, com bandas como Dokken, Motley Crue, Quiet Riot, entre outras. Mas além de tudo isso, existiram outras bandas e outras cenas menos badaladas que não receberam tanta mídia ou atenção da MTV. Durante os anos 70, a cidade de Detroit (a maior no estado americano de Michigan) entra em grave recessão econômica, por causa da crescente concorrência de companhias japonesas produtoras de automóveis. No meio dessa crise financeira, surgem grupos que mais tarde se tornariam ícones do rock internacional: Ted Nugent, Alice Cooper, Grand Funk Railroad, MC5 e The Stooges; que elevariam o estatus da cidade como grande centro do Rock n’ Roll. O que pouca gente sabe, é que ali, também houve uma grande movimentação de bandas e artistas ligados ao Hard/Glam. Nomes menos conhecidos: Halloween (Horror Show), Weapons, Seduce, Madam x, Abuse, Bitter Sweet Alley e uma série de artistas que fazem da cidade um grande seleiro de grandes nomes. Selecionamos alguns deles para melhor explicitá-los:

-MADAM X:



Esse grupo é mais conhecido por ter revelado Sebastian Bach (Skid Row). Inicialmente, era formado apenas por mulheres que possuíam exuberantes madeixas. No comando, estavam as irmãs Maxine e Roxy Petrucci, que mais tarde integrariam o Vixen. Suas músicas eram bem cruas e as letras falavam basicamente de conflitos juvenis. Em 1984 gravam "We Reserve the Right". Uma mistura de WASP, Motley Crue e Judas Priest. Um disco básico e com a boa pegada metal da época. Mas, infelizmente, sofrem um contratempo com a saída do vocalista original. Então, Maxine resolve chamar o jovem Sebastian Bach, de apenas 16 anos, que acaba gravando uma demo obscura, contendo 10 faixas. A banda decretaria seu fim pouco tempo depois, devido ás baixas vendas e troca de integrantes. O MADAM X sempre será lembrado pela exuberância visual e atitude Rock’n Roll.

-MOTOR CITY ROCKERS:



O grupo surge após Jimmy Marinos abandonar a banda new wave “Romantics”. Na época, o baterista/vocalista alegou um certo cansaço, causado pela histeria dos fãs e pelo ego dos integrantes. Uma atitude ousada, tendo em vista que os Romantics eram então, uma máquina de fazer dinheiro e hits. Convencido de que poderia encontrar o sucesso fazendo um som mais pesado, recruta o baixista Paul Petrucci, o baterista Steve LaCross e os guitarristas Robert Gillespie e Greg Miller. Em 1993, sai pela Black Cat Records, o disco “Rollin' and Tumblin', bem calcado no Hard/glam 80. O álbum possui bons momentos, como “When the Cat's Away “ e a fodástica “Sex Bomb”. O Problema então, foi o mercado musical da época, que praticamente sepultous as excelentes intenções da banda. Afinal, não estávamos mais na década passada, e esse tipo de som já estava sendo renovado e descartado pela MTV. O que restou foi um grande disco, fora de catálogo há anos. A banda encerrou as atividades e Jimmy Marinos voltou a tocar nos Romantics, como convidado, em apresentações eventuais.


-SEDUCE:



O Seduce ficou famoso ao aparecer no documentário “The Decline of Western Civilization Part II: The Metal Years”, um retrato sobre os jovens americanos e o Heavy Metal da época. O documentário mostra idiotas, perdedores, alguns artistas conhecidos daquele período e bandas novas. A formação clássica era Mark Andrews - Bass/Vocals, David Black – Guitar e Chuck Burns – Drums. Ainda contou com os vocais de Angelo Ganos, falecido em 2008. O primeiro disco é o homônimo álbum de 85, que continha a clássica “Headbangers”. Em 88, sai “Too Much Ain't Enough” com destaque para a canção “Any time or place”. Em 91, já sem gravadora, a banda lança “Worldwide”, que sairia apenas em K7, com Ganos nos vocais. Depois disso, a banda fez uma pausa, voltando apenas em 2002 para o lançamento do “Reunion 2002 DVD”, só com os clássicos até então. Atualmente a banda continua ativa e faz parte da grande cena Hard de Detroit.


-HALLOWEEN:



Uma das bandas mais toscas e originais do Hard&Heavy Americano. Apesar do nome, não tem nenhuma ligação com a germânica Helloween. A Halloween "The Heavy Metal Horror Show" já é veterana e lendária em Detroit. Ativa desde o início dos anos 80, este quinteto de metal clássico old school é famoso por incluir nos shows enormes equipamentos de luz, fumaça, neblina, teias de aranha, pirotecnia, atores ao vivo, um cemitério, uma casa assombrada e um castelo, apenas para citar alguns itens de suas apresentações bizarras. Estréiam em 1985, com "Don't Metal With Evil", e em 1986 gravam "Victim's of the Night", somente lançado em 1997. A discografia é longa e confusa, dificilmente encontrada. Em 2006, sai o inédito “Horror Fire”. Também lançam "E.vil P.ieces", um novo EP / Mini CD com canções novas de vários clássicos do Halloween. A banda conta com: Brian Thomas - Vocals. Donny Allen - Guitar. George Neal - Bass. Rob Brug - Drums. Billy Gray – Guitar. Prepare-se para o terror ... Halloween impõe o medo por trás do Heavy Metal! HAHAHAHA.


-Bitter Sweet Alley:



O primeiro disco do BSA, de 1983, trouxe um pop rock de FM, com músicas agradáveis e dançantes. Com "Some Like It Hot" de 85, veio uma mudança de imagem e som. O conjunto adota uma postura mais voltada para o rock melódico, mas ainda com uma sensibilidade pop. 3BY5, gravado em 1986, foi o disco mais pesado e consolidou o sucesso do grupo no cenário local. Membros: Gary Spaneola – Vocals; Dave Gerston – Guitar; Rich Nelson – Bass; Tim Marko – Drums. O voclista Gary Spaneola, também gravou um álbum solo, intitulado "Project One" em 1986, pela Track Records.


-Maiores informações: http://www.facebook.com/HardheavyAOR/