terça-feira, 17 de dezembro de 2024

2 RAFF

 

Grupo de Eurodance Alemão, criado pelo produtor Toni Cottura (nascido em 7 de junho de 1971, mais conhecido por seu nome artístico Smooth T, produtor e rapper alemão nascido na Itália, o mesmo que lançou a banda Fun Factory). O 2 Raff Foi um dos seus projetos paralelos, onde ele cantava juntamente com a cantora Balca Tözün, depois sendo subtituída por Marie-Anett Mey, que assumiu definitivamente o vocal dos singles novos, sendo que Balca aparece no clipe da música "Groove Me. Porém, no clipe do único sucesso do grupo: "Don't Stop The Music" (1994), aparecem duas pessoas completamente diferentes, no clipe temos Cassandra como vocalista, sendo que alguns dizem que quem canta na verdade é Marie-Anett Mey, porém o timbre de voz se assemelha ao de Balca. Por ter apenas uma única musica na carreira, sendo de grande sucesso, e ser coberto de dúvidas acerca dos verdadeiros cantores, fica difícil saber informações sobre a banda, já que as mesmas são bem escassas, mas vale o registro, pois foi um single que marcou as pistas e os anos 90.


quarta-feira, 7 de junho de 2023

JESUS JONES


Incorporando elementos de estilos de música eletrônica, como house e techno, num formato indie rock, Jesus Jones foi um dos grandes nomes do cenário dance alternativo do início da década de 1990. Vindos de Bradford-on-Avon, Wiltshire, Inglaterra, foi formada no final de 1988. Sua canção Right here, right now foi um sucesso mundial, e foi utilizada posteriormente em campanhas publicitárias. Também alcançaram sucesso com as canções Real Real Real, International Bright Young Thing e Info Freako. Em um feriado na Espanha, Mike Edwards, Iain Baker e Jerry DeBorg decidiram abandonar a banda a qual pertenciam naquele momento e formar seu próprio grupo. O nome da banda surgiu quando eles perceberam que eram três "Jones", sentados numa praia da Espanha e circundados por pessoas que tinham o nome de "Jesus". Foram bem-recebidos pela crítica com seu álbum de 1989, Liquidizer, e em particular seu single Info Freak, que apresentava guitarras distorcidas, samples e hip-hop, o que era relativamente novo na época. Na primavera de 1990, Jesus Jones gravou seu segundo álbum, Doubt, o álbum vendeu bem, devido ao sucesso de Right here, right now. A canção fala sobre o abrupto fim da Guerra Fria. Outros singles de Doubt foram Real, Real, Real e International Bright Young Thing. Em 1991, a banda foi o único nome britânico premiado no MTV Awards: no caso, na categoria "melhor artista novo". O álbum seguinte foi Perverse (1993), que, embora tenha vendido muito, não alcançou o sucesso mundial de Doubt. Perverse foi um dos primeiros álbuns de rock, gravados inteiramente em formato digital. Depois de Perverse, a banda deu uma longa parada, e só voltou a gravar em dezembro de 1996. Depois do quarto álbum (Already ,1997), o baterista Gen deixou a banda. Logo após, a banda se separou da sua gravadora, a EMI. Os integrantes se mantiveram em contato e voltaram com o novo baterista, Tony Arthy, e com o álbum London, pela gravadora independente Mi5 Recordings. O álbum, no entanto, vendeu pouco. A EMI lançou a coletânea Never Enough: the Best of Jesus Jones. Enquanto isso, a banda saiu da Mi5 da América do Norte, e se juntou à recém-criada Mi5 Recordings UK. Com exceção do lançamento do EP Culture Vulture em 2004, nenhum material novo foi lançado entre 2001 e 2018. Entretanto, em 2010, uma série de álbuns foi disponibilizada para download pela amazon.co.uk. Os seis álbuns continham concertos veiculados pela BBC. A maior parte era de EP's, porém alguns eram álbuns ao vivo. A banda anunciou que um novo álbum seria lançado em 2017, e que ele se chamaria Passages. Em 9 de novembro de 2017, Iain Baker anunciou que o lançamento do álbum seria adiado para 20 de abril de 2018 devido a problemas de logística. O álbum foi finalmente lançado em 20 de abril de 2018 via PledgeMusic. Abanda segue firme e ativa, cumprindo sua agenda de shows internacionais até os dias atuais.

terça-feira, 5 de abril de 2022

ROB & FAB (1993)


Depois do fim do grupo MILLI VANILLI, os modelos-dançarinos Rob Pilatus e Fab Morvan criaram este projeto\disco de curta duração. Ainda na esteira do escândalo de dublagem de Milli Vanilli, Pilatus e Morvan foram ao estúdio e gravaram uma música, "Don't Give Up the Fight", para provar que sabiam cantar. Mesmo que tenham se apresentado em vários programas de TV, eles nunca lançaram este single oficialmente. Tanto Pilatus quanto Morvan, se mudaram para Los Angeles e adquiriram um novo gerente, Sandy Gallin. Eles assinaram com o The Joss Entertainment Group, com quem gravaram novas canções, com seus próprios vocais. Seu primeiro e único álbum, "Rob & Fab", foi financiado pela Taj Records, subsidiária da Joss, em 1992, e lançado sob o selo Joss Entertainment em 1993. Um single, "We Can Get It On", foi disponibilizado para tocar nas rádios e promover o álbum. Uma apresentação foi feita no The Arsenio Hall Show, mas acabou sendo um fracasso comercial. Além disso, devido a restrições financeiras e subsequente falta de promoção, o álbum foi distribuído apenas nos Estados Unidos, o mercado mais crítico de Milli Vanilli. "We Can Get It On" falhou nas paradas. O álbum vendeu apenas 2.000 cópias. Nos dois anos seguintes, a relação entre Pilatus e Morvan acabou de vez; o par eventualmente parou de falar um com o outro. A Taj Records faliu pouco depois. "Rob & Fab" seria o trabalho final de Rob Pilatus antes de sua morte, por overdose, em 1998. Um álbum de retorno do Milli Vanilli com Pilatus e Morvan, "Back and in Attack", foi gravado em 1997, mas nunca foi lançado. Morvan seguiu carreira solo, lançando seu primeiro álbum, Love Revolution, em 2003, além de se apresentar ao redor do mundo com seu trabalho e músicas de Milli Vanilli.


https://www.youtube.com/watch?v=yx4k5SdmPqw

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

FIRE ON BLONDE - BOUNCE BACK

Fire On Blonde foi um obscuro grupo dance-pop/urbano contemporâneo, que gravou alguns singles regulares ​​nos anos 80. Foi formado em 1985, na cidade de LA, quando a cantora/ atriz Suzie Benson uniu forças com o tecladista Jim Vukovich. Os dois se conheciam desde 1983, e eram membros de uma banda cover chamada Atsui. 



Nem Benson, nem Vukovich eram nativos de L.A.. Benson nasceu em Cherry Point, Carolina do Norte, em 1964, enquanto Vukovich era originalmente de Waukegan, Illinois, perto de Chicago. Depois de se apresentar em clubes de LA por alguns anos, Fire on Blonde chamou a atenção da Atlantic Records, que lançou o primeiro single do grupo, "Stop and Think", em 1986. No ano seguinte, Vukovich deixou o grupo e foi substituído pelo tecladista sueco Scott Rudgress. A formação Benson/Rudgress gravou dois singles em 1987: "Wrong Number" na Atlantic, e a grande "Bounce Back" (trilha sonora do filme HOTEL SCREWBALL) na gravadora Spinn, distribuída pela TSR. Ambas as canções foram escritas e produzidas por Michael Jay, que as usou, pela segunda vez quando produziu o álbum da cantora de dance-pop Alisha, para a MCA em 1990. Embora todos os seus singles fossem contagiantes, Fire on Blonde não alcançou o estrelato e nunca lançou um álbum completo. Em 1988, o grupo encerrou as atividades. Suzie Benson e Vulkovich, continuaram a carreira como músicos de estúdio, dando suporte a nomes como Michael Bolton, Cher, Babbie Green etc...

https://www.youtube.com/watch?v=c0u2EOul2Dg


terça-feira, 21 de janeiro de 2020

MISSING PERSONS


Famosa tanto por sua imagem espacial, quanto pela música (Hello Lady Gaga!!), a banda Missing Persons surgiu em 1980, na cidade de L.A., um ano após o casamento da vocalista Dale Bozzio, com seu marido, o baterista Terry, antigo membro da banda de apoio de Frank Zappa: Terry Bozzi -  conheceu Dale (ex-coelhinha da Playboy) em um estúdio de gravação de Hollywood, depois de fundar o Missing Persons - inicialmente apelidado de U.S. Drag - o casal recrutou o colega Warren Cuccurullo na guitarra, e Patrick O'Hearn no baixo, e com o tecladista clássico Chuck Wild, eles começaram a tocar em clubes da área. Em 1981, a banda lançou seu EP de estreia auto-intitulado; Depois de assinar com a Capitol, a gravadora reeditou o disco em 1982, e os singles "Words" e "Destination Unknown", chegaram ao Top 40. Seus vídeos também apareciam no novo canal chamado MTV, onde a voz da Dale Bozzio e o visual exagerado (composto de cabelo rosa choque, roupas de ficção científica e sutiã de acrílico) combinado com as músicas sintetizadas, manipuladas para a rotação pesada. Mais tarde, em 1982, o grupo lançou seu primeiro álbum completo, "Spring Session M" (um anagrama de seu nome), que lançou o sucesso underground "Walking in LA". Depois de "Rhyme e Reason", em 1984, obtiveram apenas um pequeno sucesso com o single "Give". O grupo chamou Bernard Edwards, do grupo Chic, para produzir "Color in Your Life", de 1986; o álbum, no entanto, foi um fracasso e tanto a banda, quanto o casal Dale/Terry se separaram. Enquanto a Dale Bozzio lançou um álbum solo, no selo Paisley Park, do cantor Prince, Terry Bozzio passou a trabalhar com Jeff Beck. Enquanto isso, Cuccurullo se uniu ao Duran Duran; O'Hearn gravou vários álbuns instrumentais de new age, e Wild compôs música para filmes e televisão. O maior sucesso do conjunto, sempre será a canção "Mental Hopscotch", presente no disco "Color in your life", e que serviu de influência para bandas nacionais como RPM, TOKYO e METRÔ.


- https://www.youtube.com/watch?v=OhzvNBtE8fA

quinta-feira, 30 de maio de 2019

DEPECHE MODE - GREATEST HITS

Um dos primeiros grupos, a estabelecer uma identidade musical, baseada completamente no uso de sintetizadores. Começaram dentro do cenário pop-dance, mas gradualmente desenvolveram um som mais dark e dramático, que os posicionou como uma das bandas alternativas mais bem sucedidas da sua época. Formada por David Gahan (vocalista), Martin L. Gore (tecladista, guitarrista, vocalista ), Andrew Fletcher (tecladista, baixista) e Vince Clarke (tecladista - futuro fundador do ERASURE, outro grande nome da cena). Depeche Mode teve 50 canções no UK Singles Chart, e dezessete álbuns no top 10 do Reino Unido; já venderam mais de 100 milhões de cópias ao redor do mundo. 


Existem muitas coisas que o Depeche Mode fez, que nenhuma outra banda conseguiu, como ser a única banda eletrônica a se apresentar em estádios, ter uma base enorme de fãs dedicados por todo o mundo, e sempre ter álbuns estreando no Top 10 da Billboard 200, mesmo com mais de 25 anos de carreira. Seus álbuns vendem em média mais de 3 milhões de cópias; tem 18 singles na US Hot 100, 4 singles em primeiro lugar na US Modern Rock, e 7 singles na US Hot Dance/Club Play, e mais de 20 singles no total a chegar em paradas de sucesso, de um modo geral. Seus principais discos são: Some Great Reward (1984), Violator (1990),  Ultra (1997) etc.. Seus grandes sucessos são: "Strangelove", "Personal Jesus", "Enjoy the Silence", "Condemnation", "It's No Good" etc. A banda continua na ativa, e em 11 de outubro de 2016, anunciou que seu décimo quarto álbum, intitulado "Spirit" seria lançado na primavera de 2017. Uma semana depois, o grupo recebeu uma indicação para o Hall da fama, do Rock and Roll. Em 3 de fevereiro de 2017, saiu o primeiro single do novo álbum, "Where's the Revolution". "Spirit" foi lançado em 17 de março do mesmo ano, e foi mais um sucesso de público e crítica. Após 24 anos, a banda tocou no Brasil, em 27 de março de 2018.



-https://www.youtube.com/watch?v=vGYebtM45ck

terça-feira, 26 de março de 2019

Alice in Chains - Facelift (1990)

Quando o álbum de estréia do Alice in Chains, foi lançado cerca de um ano antes do "Nevermind" do Nirvana, a próspera cena de Seattle pouco aparecia no radar musical nacional. Isso passou a mudar, quando a MTV começou a divulgar o vídeo de "Man in the Box", dando ao grupo, um impulso crucial e ajudando a pavimentar o caminho para a popular explosão do grunge, no final de 1991. Apesar de suas influências dominantes (Black Sabbath e Stooges), o Alice in Chains eram indiscutivelmente a mais metálica das bandas grunge, o que lhes deu um apelo maior fora do underground. Se antes o grupo flertava forte com o glam-metal, eles decidem por uma mudança sonora radical, executando um som sinistro, chocante e sufocante, que os distancia definitivamente da cena do hard rock comercial dos 80-90. Nem hedonista, nem especialmente tecnicamente realizada, as músicas do Alice in Chains eram lentas e pesadas, com uma sensação de melodia inegável, mas que rastejava sobre o lodo obscuro instrumental. 


Não há como negar que a química entre Layne Staley (vocal), Mike Starr (contra-baixo), Jerry Cantrell (guitarra) e Sean Kinney (bateria) era quase perfeita. Embora algumas partes do "Facelift" se transformem em bombas túrgidas e pesadas (particularmente no segundo lado errático), as letras às vezes são imaturas. O efeito geral é novo, excitante e poderoso. Enquanto a banda continuaria fazendo um trabalho melhor e mais consistente, o "Facelift" foi um dos discos mais importantes no estabelecimento de uma audiência para o grunge e o rock alternativo, entre os ouvintes de hard rock e heavy metal, e com sua certificação de platina, também fez Alice in Chains, a primeira banda de Seattle a se aproximar de um público mais amplo, menos exclusivamente underground. Faixas de destaque: MAN IN THE BOX; WE DIE YOUNG; BLEED THE FREAK; SUNSHINE; LOVE, HATE, LOVE.


-https://www.youtube.com/watch?v=N1qExvn1S30

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Nirvana - Bleach

O álbum de estréia do NIRVANA, é considerado um dos pilares de um dos episódios mais marcantes da música das últimas décadas: O GRUNGE. Lançado em 1989 pelo selo musical independente SUB POP, foi produzido por ninguém menos que JACK ENDINO (ex integrante da banda Skin Yard), grande contribuinte da ascensão do GRUNGE nas garagens do underground, para as grandes gravadoras do mainstream. Reza a lenda que o BLEACH foi gravado em poucos dias e custou a bagatela de pouco mais de 600 dólares. Inicialmente, vendeu cerca de 6 mil cópias, atingindo marcas maiores apenas após o lançamento da magnum opus do NIRVANA, o NEVERMIND (1991). 

Endino, que havia produzido anteriormente bandas precursoras do som de SEATTLE como MUDHONEY e SOUNDGARDEN, no BLEACH consegue manter a legítima sonoridade daquele período: algo cru, sujo e pesado. Os ruídos e microfonias ganham status de música, não há mais lugar para o virtuosismo das bandas GLAM dos anos 80 tipo Guns ou Poison, pelo contrário, cria-se um movimento contrário a imagem do “GUITTARHERO”. O grunge declara o descompromisso com relação à parte técnica da música. BLEACH, apesar da inovação, não conta com a formação clássica do NIRVANA, (Kurt/Krist/David). O responsável pelas baquetas é o apático Chad Channing, que foi gentilmente chutado da banda pouco antes do NEVERMIND (mas este é um outro capítulo a ser revisado). Se você quer entender o verdadeiro som de Seattle, Bleach é e sempre será uma peça fundamental, um disco bem a frente de seu lançamento, ao lado dos debuts de SOUNDGARDEN e TEMPLE OF DOG.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Wendy O. Williams - WOW

Uma das artistas mais enigmáticas do rock, Wendy foi de atriz pornô, passando por ícone do punk, até se tornar protegida dos integrantes/empresários da banda KISS. Começou como vocalista da banda punk PLASMATICS, famosa pelo estilo "Shock Rock", bem difundido por artistas como ALICE COOPER e Screaming Lord Sutch. Williams nasceu em Webster, no estado de New York, e provavelmente abandonou a escola para viajar ao redor do mundo, antes de se juntar aos PLASMATICS. Sua permanência no grupo durou dez anos, e muitas polêmicas, sempre envolvendo nudez ou agressões físicas por parte de Wendy. Em 1984, depois de participar de um concerto do KISS, Wendy acaba ficando íntima de Gene Simmons, influente na gravadora Passport/JEM. 


Com isso, acaba convidada para lançar seu primeiro disco solo, o álbum "W.O.W.", produzido pelo baixista do Kiss. Os membros do Kiss, Paul Stanley, Ace Frehley, Eric Carr e Vinnie Vincent, também chegaram a participar das gravações do álbum. O disco tem uma sonoridade bem interessante, mas bem mais comercial do que o PLASMATICS, algo próximo do "Hair  Metal" do período, nele se destacam as canções "I Love Sex (And Rock and Roll)" e "It's My Life". O lançamento é bem recebido pela crítica, e Malcolm Dome, crítico da revista Kerrang!, escolhe o "WOW" como o seu álbum do ano. Os músicos de estúdio foram Michael Ray - guitarra, T.C. Tolliver - bateria e os outros integrantes do KISS completam o disco. Wendy mais tarde foi nomeada ao Grammy de "Best Female Rock Vocalist of the Year", ou melhor, "Melhor Vocalista Feminina de Rock do Ano". Depois desse lançamento, Wendy gravaria mais dois discos, mas sem nenhuma grande repercussão. Ela então, volta para sua antiga banda e participa de alguns filmes eróticos, até se aposentar da música em meados dos anos 90. Infelizmente, em 1998, ela se suicida com um tiro, aos 48 anos, em uma área arborizada próximo à sua casa em Manchester, Connecticut. Uma grande perda para o rock, Wendy foi um símbolo de uma geração anarquista, que nunca mais veremos nos palcos da vida. No dia 18 de maio, de 1999, um memorial foi montado no clube noturno CBGB. Diversos artistas que tocaram com Wendy, principalmente os integrantes do Plasmatics, estiveram na cerimônia.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Black Sabbath - Seventh Star

O famoso "disco de 3 vocalistas" do Sabbath. Depois da conturbada turnê anterior da banda, o gutarrista Tony Iommi resolve registrar um álbum solo em 1986, ideia essa removida pela sua gravadora Warner (para eles, era melhor manter a marca Black Sabbath). As primeiras demos do disco foram gravadas por um famoso ator e cantor da Broaddway, Jeff Fenholt (na época, Jeff alegou que Iommi considerava a ideia de mantê-lo na banda, coisa que jamais aconteceu - existe um bootleg com essas demos, chamado "Star of India", fácil de encontrar por ai e bem interessante). Iommi então, monta uma nova formação para o Sabbath, incluindo membros da banda de sua namorada da época, a roqueira glam e ex-Runnaway Lita Ford. O grupo escolhido por Iommi foi: Geoff Nicholls/teclado, Eric Singer/bateria, Dave Spitz/baixo e Glenn Hughes/vocal (uma das maiores vozes do rock/ com passagens por Deep Purple e Trapeze). 

Com todos esses músicos, a sonoridade beirou mais para o Hard Rock americano, do que para o metal tradicional. O disco tem canções muito boas como "In for the kill", "Heart Like a Wheel" , "Danger Zone" (essa poderia entrar na trilha de "Mad Max"), "Turn to Stone" e a balada "No Stranger to Love", com clipe bem na linha das Hair Bands americanas. Infelizmente, durante o começo da turnê, por causa de seu vicío em drogas e álcool, Hughes teve que ser substituído por outro vocalista (o lendário e já falecido  Ray Gillen, excelente cantor da banda BADLANDS). Um bootleg com Ray nos vocais também foi registrado e com boa qualidade de áudio. A turnê seguiu, ao lado de outros dois medalhões do rock pesado, W.A.S.P. e Anthrax. Sobre o resto do disco, vale ressaltar que mesmo registrando mudança de sonoridade, é o bom e velho Iommi que está aqui, sempre com sua inconfundível guitarra. Apesar dos problemas envolvidos em sua produção, Seventh Star obteve considerável sucesso comercial, chegando ao 27º lugar nas paradas musicais do Reino Unido, e 78º lugar na Billboard 200. Para os próximos álbuns, haveria mais mudanças na formação do grupo e na sonoridade, mas isso é papo para outras postagens aqui do blog.XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Colin Hay Band - Wayfaring Sons

Nascido na Escócia, e mudando-se muito jovem para Austrália, Colin James Hay ficou mundialmente famoso por ser vocalista da banda Men At Work, que misturava reggae, rock, surf-music, pop e elementos da música do continente oceânico. O que pouca gente sabe, é que ele também desenvolveu uma interessante carreira solo, depois do final do conjunto, no fim dos anos 80. Depois de lançar um modesto primeiro disco solo em 1987, o sucesso maior veio com o segundo play, "Wayfaring Sons", de 1990, com dez faixas. O destaque do álbum fica para a canção "In to my life" (tema da novela global “Rainha da Sucata”), sucesso mundial, sendo trilha sonora de diversos comerciais e programas televisivos ao redor do mundo. Devido a esse sucesso, Colin Hay participou do Rock in Rio II, em 1991, no Rio de Janeiro, tocando na mesma noite que Prince e Joe Cocker. 

A banda de apoio contava, além de Colin no vocal e guitarra; Gerry Hale no violino, mandolin; Paul Gadsby no baixo; Robert Dillon na bateria e Robby Kilgore no teclado. Outros singles do disco foram "Help Me", "Storm In My Heart" e "If You Want It All". O que resta dizer, é que o álbum é um excelente exemplo para quem curte o bom e velho rock'n roll australiano, na mesma linha de grupos como Hoodoo Gurus, INXS e Noiseworks; e um dos maiores sucessos comerciais de Colin, que já gravou onze álbuns em carreira solo. O disco “Looking for Jack – 1987” e “Wayfaring Sons – 1990” foram os únicos a ser distribuídos pela gravadora Universal, os demais álbuns foram produções independentes. Hoje, Colin Hay continua com sua carreira, lançando discos e fazendo shows ao redor do mundo.XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

domingo, 7 de maio de 2017

Agnetha Faltskog - I Stand Alone

Na década de 70, a disco-music era um estilo bem badalado, tendo grupos como Bee-Gees, Chic e principalmente o suéco ABBA, como seus maiores expoentes. Depois do fim do ABBA, cada integrante seguiu seu próprio caminho, tendo a vocalista Agnetha alcançado um sucesso maior, gravando discos-solos no melhor estilo pop-rock e até AOR. Nascida na Suécia em 5 de abril de 1950, Agnetha Ase Fältskog começou a cantar ainda criança, influenciada por seus pais. Já na juventude ela monta seu primeiro grupo, THE CAMBERS e depois inicia uma razoável carreira-solo, até formar o ABBA e alcançar o sucesso mundial. Em 1982, já desgastada pelo sucesso, Agnetha anuncia a saída da banda suéca. Ela começaria a gravar discos-solos de forma regular, durante toda a década de 80. Em 1983, lança o primeiro álbum em inglês, "Wrap Your Arms Around Me", que vendeu, só na Suécia, 320 mil cópias. Foi produzido pelo australiano Mike Chapman. Também foi seu primeiro disco lançado após sua separação do ABBA. Em 1985, ela lança seu segundo álbum em inglês, chamado "Eyes Of A Woman", produzido por Eric Stewart, ex-10cc. Este álbum também foi um grande sucesso em seu país de origem. Em 1986, a Cupol inc. lançou uma compilação de suas músicas cantadas em suéco chamada: "Sjung Denna Sång". Chega então, o grande ano de 1987. Agnetha grava seu terceiro e melhor álbum em inglês, "I Stand Alone", produzido pelo cantor e produtor americano PETER CETERA (CHICAGO). A sonoridade era o AOR típico de rádio Fm, no melhor estilo de grupos como TOTO, REO SPEEDWAGON e FOREIGNER. A melhor parte do disco com certeza, é o dueto com PETER CETERA, chamado "I Was not The One (Who Said Goodbye)", acompanhado de um belo e melancólico clipe gravado na Europa. Fältskog também fez vários vídeos promocionais para os melhores singles do álbum, incluindo "The Last Time" e "Let It Shine". Quando o terceiro single, "I Was not The One (Who Said Goodbye)", apareceu na Billboard dos Estados Unidos em abril de 1988, a Warner-Music pediu que ela fizesse outro vídeo imediatamente. Embora fosse um dueto com PETER CETERA, ele não participou do clipe. A faixa do álbum, "Love in a World Gone Mad", foi um cover de uma música do grupo pop britânico BUCK FIZZ, de seu álbum "Writing on the Wall". Para a capa do LP, Agnetha surgiu com um novo visual, utilizando um cabelo loiro, espetado e levemente armado, "visu" típico da época. O álbum vendeu 170 mil cópias, tornando-se o LP mais vendido da Suécia em 1988, onde permaneceu no número 1 por oito semanas. Também atingiu o Top 20 na Noruega e na Bélgica, e o número 22 nos Países Baixos. 

Infelizmente, este trabalho foi o último lançado por ela antes de uma longa pausa, que durou até 2004, devido a problemas pessoais e de reclusão (Agnetha chegou a ser perseguida e ameaçada por um de seus ex-maridos malucos). Com certeza, este disco é altamente recomendável, sendo uma pérola perdida dos anos 80, deixando qualquer fã de Adult Oriented Rock surpreso e com satisfação garantida. XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Billy Squier - Signs of Life


Guitarrista norte-americano de hard rock e AOR. Nascido em 12 de maio de 1950 (Boston, Massachusetts), é famoso pelos hits "The stroke", "In the Dark, "The Big Beat," "Lonely Is the Night," "Everybody Wants You," e "Emotions in Motion". Em 1970, Billy começa sua carreira formando a banda KICKS, junto com o baterista do NEW YORK DOLLS, Jerry Nolan. Depois monta outra banda, o PIPER, em 1976, que lançou dois álbuns. Na época, a revista especializada em música Circus Magazine, apresentou-o como "o maior álbum de estréia já produzido por uma banda de rock dos EUA". O PIPER foi administrado pela mesma empresa do KISS e, de fato, abriu para eles durante sua turnê de 1977, incluindo duas noites de uma temporada esgotada no New York's Madison Square Garden. Depois disso, Billy Squier resolve sair em carreira solo, lançando o disco clássico "The Tale of the Tape" em 1980. Aqui se destacou a canção "You Should Be High Love" - ​​com direito a um elaborado videoclipe. A consagração veio mesmo com o próximo disco - "Don't say no", de 1981, onde Squier desejava  Brian May, do QUEEN, como produtor. May recusou devido a conflitos de agenda, mas recomendou Reinhold Mack, que havia produzido um dos álbuns do QUEEN,"The Game". "Don't say no" se tornou um enorme êxito, com o single "The Stroke" (fez parte das antigas trilhas do cigarro Hollywood) atingindo o Top 20 nos EUA. "In The Dark" e "My Kinda Lover" foram outros singles de sucesso. O disco vendeu mais de 4 milhões de cópias nos EUA, e o mais interessante nisso, segundo Squier, é que a gravadora nem queria que a música "The Stroke " entrasse no álbum. O próximo lançamento foi "Emotions in motion" de 1982, com destaque para "Everybody wants you", além da parceria com os caras do QUEEN na música "Emotions in motion", fazendo deste álbum um grande sucesso também, vendendo 3 milhões de cópias. 

Chega então, o fatídico ano de 1984. Billy Squier grava o disco "Signs of life", e, apesar de emplacar vários hits como "All night long" e "Eye on you", o guitarrista de Boston comete um dos seus piores erros. Para divulgar a música "Rock me tonite", ele grava um videoclipe para MTV, para lá de tosco, e de gosto duvidosíssimo. No clipe, o guitarrista aparece de roupa rosa, fazendo passos de dança "a lá flashdance". Foi o suficiente para os roqueiros puristas deixassem de curtir Squier, levando um bom tempo para o guitarrista recuperar sua imagem (uns dizem que ele jamais foi o mesmo depois desse episódio). Sobre o vídeo, Squier alegou na época, ser uma "ideia" do diretor do mesmo. Bom, mas sobre o álbum, podemos classificá-lo como um dos melhores de Billy, contendo bons momentos com as canções "1984", "Fall for love" e "Sweet release". Vale lembrar que no mesmo ano, acontecia a estreia de grupos importantes como BON JOVI, WHITE SISTER e BLACK'N BLUE, ou seja, a concorrência era grande, mas  mesmo assim Squier consegue uma boa vendagem e uma turnê ao lado de outro gigante, o DEF LEPPARD.
Depois desse disco, Squier continuou lançando discos de forma regular até o fim dos anos 90, quando resolve dar uma parada na carreira. Recentemente ele voltou a ativa relançando material antigo e saindo em turnê com o STYX e o BAD COMPANY. Fica aqui a nossa homenagem, a mais este icône dos anos 80 e que não pode faltar na lista de nenhum fã do hard&heavy.XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

domingo, 12 de março de 2017

Pat Benatar - In the Heat of the Night

Lendária cantora de rock norte-americana. Em 1971, ela trabalhava como caixa de banco, até decidir abandonar o emprego para seguir a carreira de cantora, depois de ter sido inspirada pela multi-artista Liza Minnelli. Com sete discos de platina, três álbuns de ouro e 19 músicas no Top 40, o seu som é uma mistura de pop com hard-rock, aliado a seu enorme carisma pessoal e boa presença de palco. Apesar de não ser muito conhecida no Brasil, ela foi líder juvenil nos Estados Unidos, até uma "tal" de Madonna tomar o seu posto em 1983 (musicalmente, Madonna sempre foi inferior a ela, diga-se de passagem). Seu primeiro disco foi lançado em 1979 - "In the heat of the night", mas foi com o segundo, "Crimes of passion", de 1980, que ela obteve êxito, fazendo um som alegre de arena e bem executado por sua banda de apoio, que consistia em Neil Geraldo e Scott Sheets nas guitarras, Roger Caps no baixo e Myrom Grombacher na bateria. No disco, se destacam as canções "Hit me with your best shot" e "Hell is for children". Seus outros discos de destaque são: LIVE FROM EARTH de 1983 (com a clássica "Love is a battlefield", trilha sonora do filme "De repente 30"), e SEVEN THE HARD WAY de 1985, que traz o clássico "Invencible", trilha do filme "A lenda de Billy Jean", lançado no mesmo ano. Pat Benatar, finalmente obteve seu talento reconhecido em 2004, quando foi merecidamente indicada ao Hall da fama do Rock'n Roll. Vida longa a Pat!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Bill Wray - Lionheart


Nascido em 1958, na cidade de Shreveport (Louisiana), o roqueiro norte-americano Bill Wray é mais conhecido como compositor e criador de trilhas sonoras de filmes B e de baixo orçamento. Sua carreira inicia-se em  meados dos anos 1970, e desde então ele escreveu e produziu uma variedade de artistas, que variam do glam-metal ao folk. Ele também é irmão do músico/compositor Jim Wray. Compôs músicas para Loverboy, Zachary Richard, Emerson, Lake & Palmer, Ace Frehley e Eric Martin. Para Diana Ross, escreveu as canções "Fool for Your Love" e "So Close". Com seu irmão Jim, escreveu a maioria dos hits ("One in a Million", "Surrender") no álbum de estréia da banda Trixter. Como músico, abriu shows para Foreigner, Toto, Rick Springfield, Kinks, BTO, Peter Frampton e Joe Cocker. Seus discos de destaque são: Bill Wray (1976 MCA - álbum de estréia); Seize the Moment (1983 Liberty); Bill Wray and His Show Band Royale (1980 Arts #7317,) e Fire and Ice (1981 Liberty LT-1098), todos raríssimos de se encontrar. Wray também foi o produtor da empresa EFX, no MGM Grand Casino. Na época, foi o empreendimento mais caro e de maior escala dos Estados Unidos. 

Para o cinema, sua maior contribuição foi compondo a canção "No Mercy", para o clássico "Lionheart" (conhecido no Brasil como "Leão Branco, o lutador sem lei") - filme de ação de 1990, estrelado pelo então novato Van Damme. O enredo do filme é sobre um soldado da Legião Estrangeira na África,  que após receber a notícia da morte de seu irmão nos Estados Unidos, decide abandonar sua missão no continente africano e chegar em Los Angeles, para ajudar seus familiares. Após escapar de dois seguranças da legião que tem ordens para levá-lo de volta, o personagem Lyon (Van Damme) decide tornar-se um lutador de rua em perigosas e clandestinas lutas, pois está determinado a ganhar dinheiro para defender sua família e encontrar o assassino de seu irmão.  Além deste clássico, ele também fez as trilhas dos seguintes filmes: Tilt - The movie (1979); Escola privada para garotas (1983); Férias do barulho (1985); Navy Seals (1990) e Pompatus of love (1996). Bill Wray é sem-dúvida um grande músico, e apesar de ser pouco conhecido por aqui, também merece reconhecimento e ter seu lugar na história do Rock'Roll mundial.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A Gota Suspensa - 1983

Formada em 1978, como uma banda de rock progressivo, "A Gota" possuiu vários músicos e cantores em sua primeira formação. Entre eles Freddy Haiat, Kuki Stolarsky, Marcinha Montserrath, Mike Reuben. O som tocado era um progressivo/experimental bastante inspirado por bandas como Pink Floyd, King Crimson, Novos Baianos, e pelo movimento tropicalista, entre outros. Aos poucos, o som da Gota foi conquistando um público juvenil cada vez mais numeroso, que os seguiam em suas apresentações, assim como em festivais de música em São Paulo. Passaram a se apresentar em casas noturnas da época, como Clash e Carbono 14. Em 1983, gravam uma fita-demo para se candidatarem ao festival interno do Colégio Objetivo. Esse material serviu de interesse a um produtor musical, que conduziu a banda para uma gravadora independente, a "Underground Discos e Artes", que acabou por registrar o primeiro e único disco da banda. Esta gravação contou com a participação de Tavinho Fialho no contrabaixo e Marcel Zimberg no sax\flauta. Daqui se destacam algumas boas canções, como "Convite ao amor" e "Apocalipse", entre outras. O álbum não foi um sucesso comercial, mas foi bem aceito pela crítica, adquirindo status cult, chamando a atenção de várias gravadoras, entre elas a CBS Records (atual Sony). O conjunto consegue um contrato para três discos. O som da banda passava por uma mudança com as novas influências de Blondie, The B-52's, Devo, e Kraftwerk. Surgia então um estilo musical mais "acessível", uma sonoridade mais pop e menos experimental. Em 1984, nesta nova fase, "A Gota Suspensa" troca seu nome para "Metrô" (nessa época a formação se estabilizou com os seguintes membros: a modelo Virginie Boutaud (vocais), Alec Haiat (guitarra), Yann Laouenan (teclados), Xavier Leblanc (baixo) e Dany Roland (bateria)). A partir daí, o grupo grava seu primeiro disco em 1985, "Olhar", sendo sucesso de público e venda, alcançando disco de ouro e emplacando vários hits como, "Beat Acelerado", "Sândalo de Dândi", "Tudo pode mudar", "Johnny Love" e "Ti ti ti". 

Encerrava-se um ciclo criativo com o fim da "A gota", mas surgia um novo movimento musical, a new-wave brasileira, encabeçada por outros grupos como RPM, Zero, Titãs, Nau etc...porém, como o assunto é longo, deixaremos ele para uma outra postagem.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Capital Inicial - Rua 47

Grupo brasiliense e um dos maiores nomes do Rock BR da década de 80. Depois da saída do vocalista Dinho Ouro Preto em 1992 (ele tentaria uma má-sucedida carreira solo), a banda recrutou o cantor santista Murilo Lima - ex banda Rúcula (o Capital chegou a por um anúncio na rádio 89FM de São Paulo a procura de um vocalista). Com ele, gravaram dois álbuns, "Rua 47" de 1995, e "Ao Vivo" em 1996, até Dinho retornar no fim de 1997. Neste disco, a banda optou por um som mais pesado com guitarras distorcidas, arranjos e letras mais maduras. Com o Murilo, o Capital virou outra banda praticamente. No disco, destacam-se as baladas "Mil vezes" e "Separação", bem como a canção-título "Rua 47", um hard&heavy de primeira linha. A banda lançou também seu próprio selo durante esse período. As influências  metal/grunge/punk ainda renderam boas canções como "A Lei da Metralhadora" e a melhor música do álbum, "Desdêmona". Apesar da qualidade, infelizmente o disco não deslanchou, mas deu a banda uma sobrevida de shows. Aproveitando esse período, o grupo lança uma versão ao vivo desse álbum em 96, mas que também passa desapercebido. Ainda assim, podemos dizer que o disco é bem melhor que o projeto de Dinho, o tal de "Grupo Vertigo" e seu disco solo de 1995. Depois dessa época em baixa, em 1998 o Capital retoma a formação original e solta um excelente e inspirado álbum de inéditas, "Atrás dos olhos" e logo após investe no formato acústico que os coloca no topo novamente. Praticamente nada sobrou dessa fase, pois nos dias de hoje eles não tocam mais essas faixas em seus shows, mas vale sempre dar uma atenção a esse período fértil do Capital Inicial.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Romeo Void - Warm, in your coat

Banda pós-punk, oriunda de San Francisco (EUA), criada em 1979. Era formada pelo saxofonista Benjamin Bossi, a vocalista Debora Iyall, o guitarrista Peter Woods e o baixista Frank Zincavage. No grupo, passaram vários bateristas, começando com Jay Derrah e terminando com Aaron Smith. Possuiam um som único, e mantinham-se firme na convicção de seu próprio estilo, mesmo com uma gravadora querendo mudá-los constantemente. Debora era uma "anti-star" total, descendente de nativos americanos e sempre um "pouco" acima do peso. Sua voz e letras eram sempre sugestivas e hipnóticas. A banda teve três lançamentos, "Its a condition", "Benefector", "Instincts", e mais um EP ("Never say never") e uma coletânea ("Warm, in your coat"). Eles são conhecidos pelas músicas "Never Say Never" e "A Girl in Trouble"; esta última tornou-se um hit que entrou no "40 pop Top", dizia-se na época que esta canção era uma resposta feminina para o hit "Billy Jean", de Michael Jackson. A banda foi iniciada no Instituto de Arte de San Francisco por Debora Iyall e Zincavage. Eles lançaram um single pela 415 records, antes de gravarem seu álbum de estréia, que foi considerado uma "obra-prima do pós-punk americano". O sucesso de seu segundo lançamento, um EP de 4 músicas, "Never Say Never", resultou em um contrato de distribuição com a Columbia Records. A banda continuou tocando em turnês, até que se separaram em 1985. Os membros se reuniram brevemente ao longo dos anos. Definitivamente, uma banda norte-americana muito subestimada, e que pagou um preço caro, por fugir dos padrões pré-estabelecidos de imagens e sons comerciais. Debora Iyall hoje é professora universitária, mas continua a seguir a música como um projeto paralelo, além de ser reconhecida como letrista hábil, explorando temas como a sexualidade, alienação e exploração midiática. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Battlezone - Children of Madness

Projeto\banda do lendário ex vocalista do Iron Maiden, Paul Dianno. Depois de sair do Iron, Dianno fez parte de vários outros conjuntos, entre eles o Battlezone, formado por ele, Graham Bath e John Wiggins nas guitarras, Steve Hopgood na bateria e Pete West no baixo. Depois de seu disco auto-intitulado "Di'anno" (1984), que trazia um quase AOR/Glam, Children of Madness de 1987, mostrava um hard&heavy mais pesado, mas típico do período. Com esse play, ele emplacou duas músicas, "I DON'T WANNA KNOW", single do álbum e com clipe bem característico, e a direta e seca "RIP IT UP". O disco apresentava também uma faixa intitulada "METAL TEARS", que era sobre um cara incapaz de ter um relacionamento estável, por isso constrói um robô feminino, com quem se apaixona. A idéia original veio de um livro intitulado "Clone". Porém, a faixa recebeu críticas da mídia, por ser muito semelhante a letra "London", do disco "Rage for order" do Queensrÿche. O guitarrista Graham Bath, que havia sido recrutado para a segunda guitarra, não estava entusiasmado com a turnê, então  foi demitido da banda. Peter West, o baixista, recomendou o músico Alf Batz, que se juntou a tempo para ir a Nova York e aparecer no clipe de " I Don't Wanna Know ". Não era nenhuma novidade que drogas e brigas pressionavam a banda. Pouco antes de terminar a turnê, a maioria dos membros haviam deixado Di'Anno, que precisou de um grupo de apoio, para completar a turnê e cumprir o seu contrato. Posteriormente, os guitarristas  Randy Scott e Dave Harman, e o baixista Eddie Davidson entraram para o Battlezone. No entanto, a banda já estava muito desgastada e se desfez tempo depois. Após a dissolução da Battlezone, Di'Anno formou o Killers, projeto de power metal que lançou quatro álbuns. Não se deve ouvir Battlezone esperando Killers ou Iron Maiden, pois Paul parece aqui, estar interessado em um material mais melódico, na linha de grupos como Dokken e WASP. Mas, o som é honesto e bem executado, no entanto. Vale a pena uma audição.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Jermaine Jackson - Dynamite


Todo mundo que conhece música, já ouviu falar de Michael Jackson, pelo menos uma vez na vida. Um ícone, que dispensa apresentações. O que pouca gente sabe ou lembra, é que na década de 80, ele tinha um simpático irmão, que tentou seguir seus passos dentro desse mesmo universo musical. Jermaine Jackson é o terceiro irmão mais velho, e ex-integrante do Jackson 5. É também contrabaixista, sendo dele as linhas de baixo que davam suporte ao conjunto. Assim como Michael, também saiu em carreira solo, tendo inúmeros singles entre os top 20 da época. Em 1984, ele grava seu mais-bem-sucedido trabalho, o disco "Dynamite", sucesso nos Estados Unidos, e que atingiu a marca # 15 na Billboard Hot 100. O disco trazia o som pop e dançante, que dominou todo aquele período, além de algumas participações especiais, como da cantora Whitney Houston e seus irmãos dos Jacksons. O maior destaque do álbum, foi a canção "When the rains begins to fall", um dueto com a cantora e musa teen Pia Zadora, e que foi originalmente gravada para a trilha sonora do filme "Voyage of the rock aliens". O clipe da canção pode ser considerado um épico daqueles tempos (e um dos mais ridículos também é claro, confira no youtube), tendo os mesmos ingredientes dos videos do irmão Michael, ou seja, bela coreografia, um enredo bem trabalhado e aquele figurino colorido e tosco daqueles tempos. É claro que sua gravadora queria faturar em cima de Jermaine, assim como fazia com Michael, mas Jermaine não era Michael, e muito do que foi feito por Jermaine, erroneamente foi visto como um quase plágio em cima de seu irmão mais famoso. O restante do disco é até razoável,  trazendo músicas como "Sweetest sweetest" e "Do what you do", que chegaram a liderar as paradas de numerosos territórios europeus, como Bélgica, Alemanha e França. Outro ponto alto é "Take good care of my heart", um dueto com a então desconhecida Whitney Houston,  e que também mais tarde apareceu no álbum de estréia da cantora, lançado em 1985, pela Arista Records. Infelizmente, com o passar dos anos, Jermaine foi desaparecendo da mídia, chegando até a trabalhar como cineasta, produzindo nos anos 90, a premiada série “The Jacksons: An American Dream”, que conta a história da família. Hoje ele se encontra bem afastado dos holofotes, principalmente após se converter ao islamismo e mudar o nome para Muhammad Abdul-Aziz. Vale a pena conferir esse grande clássico.