sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

FIRE ON BLONDE - BOUNCE BACK

Fire On Blonde foi um obscuro grupo dance-pop/urbano contemporâneo, que gravou alguns singles regulares ​​nos anos 80. Foi formado em 1985, na cidade de LA, quando a cantora/ atriz Suzie Benson uniu forças com o tecladista Jim Vukovich. Os dois se conheciam desde 1983, e eram membros de uma banda cover chamada Atsui. 



Nem Benson, nem Vukovich eram nativos de L.A.. Benson nasceu em Cherry Point, Carolina do Norte, em 1964, enquanto Vukovich era originalmente de Waukegan, Illinois, perto de Chicago. Depois de se apresentar em clubes de LA por alguns anos, Fire on Blonde chamou a atenção da Atlantic Records, que lançou o primeiro single do grupo, "Stop and Think", em 1986. No ano seguinte, Vukovich deixou o grupo e foi substituído pelo tecladista sueco Scott Rudgress. A formação Benson/Rudgress gravou dois singles em 1987: "Wrong Number" na Atlantic, e a grande "Bounce Back" (trilha sonora do filme HOTEL SCREWBALL) na gravadora Spinn, distribuída pela TSR. Ambas as canções foram escritas e produzidas por Michael Jay, que as usou, pela segunda vez quando produziu o álbum da cantora de dance-pop Alisha, para a MCA em 1990. Embora todos os seus singles fossem contagiantes, Fire on Blonde não alcançou o estrelato e nunca lançou um álbum completo. Em 1988, o grupo encerrou as atividades. Suzie Benson e Vulkovich, continuaram a carreira como músicos de estúdio, dando suporte a nomes como Michael Bolton, Cher, Babbie Green etc...

https://www.youtube.com/watch?v=c0u2EOul2Dg


terça-feira, 21 de janeiro de 2020

MISSING PERSONS


Famosa tanto por sua imagem espacial, quanto pela música (Hello Lady Gaga!!), a banda Missing Persons surgiu em 1980, na cidade de L.A., um ano após o casamento da vocalista Dale Bozzio, com seu marido, o baterista Terry, antigo membro da banda de apoio de Frank Zappa: Terry Bozzi -  conheceu Dale (ex-coelhinha da Playboy) em um estúdio de gravação de Hollywood, depois de fundar o Missing Persons - inicialmente apelidado de U.S. Drag - o casal recrutou o colega Warren Cuccurullo na guitarra, e Patrick O'Hearn no baixo, e com o tecladista clássico Chuck Wild, eles começaram a tocar em clubes da área. Em 1981, a banda lançou seu EP de estreia auto-intitulado; Depois de assinar com a Capitol, a gravadora reeditou o disco em 1982, e os singles "Words" e "Destination Unknown", chegaram ao Top 40. Seus vídeos também apareciam no novo canal chamado MTV, onde a voz da Dale Bozzio e o visual exagerado (composto de cabelo rosa choque, roupas de ficção científica e sutiã de acrílico) combinado com as músicas sintetizadas, manipuladas para a rotação pesada. Mais tarde, em 1982, o grupo lançou seu primeiro álbum completo, "Spring Session M" (um anagrama de seu nome), que lançou o sucesso underground "Walking in LA". Depois de "Rhyme e Reason", em 1984, obtiveram apenas um pequeno sucesso com o single "Give". O grupo chamou Bernard Edwards, do grupo Chic, para produzir "Color in Your Life", de 1986; o álbum, no entanto, foi um fracasso e tanto a banda, quanto o casal Dale/Terry se separaram. Enquanto a Dale Bozzio lançou um álbum solo, no selo Paisley Park, do cantor Prince, Terry Bozzio passou a trabalhar com Jeff Beck. Enquanto isso, Cuccurullo se uniu ao Duran Duran; O'Hearn gravou vários álbuns instrumentais de new age, e Wild compôs música para filmes e televisão. O maior sucesso do conjunto, sempre será a canção "Mental Hopscotch", presente no disco "Color in your life", e que serviu de influência para bandas nacionais como RPM, TOKYO e METRÔ.


- https://www.youtube.com/watch?v=OhzvNBtE8fA

quinta-feira, 30 de maio de 2019

DEPECHE MODE - GREATEST HITS

Um dos primeiros grupos, a estabelecer uma identidade musical, baseada completamente no uso de sintetizadores. Começaram dentro do cenário pop-dance, mas gradualmente desenvolveram um som mais dark e dramático, que os posicionou como uma das bandas alternativas mais bem sucedidas da sua época. Formada por David Gahan (vocalista), Martin L. Gore (tecladista, guitarrista, vocalista ), Andrew Fletcher (tecladista, baixista) e Vince Clarke (tecladista - futuro fundador do ERASURE, outro grande nome da cena). Depeche Mode teve 50 canções no UK Singles Chart, e dezessete álbuns no top 10 do Reino Unido; já venderam mais de 100 milhões de cópias ao redor do mundo. 


Existem muitas coisas que o Depeche Mode fez, que nenhuma outra banda conseguiu, como ser a única banda eletrônica a se apresentar em estádios, ter uma base enorme de fãs dedicados por todo o mundo, e sempre ter álbuns estreando no Top 10 da Billboard 200, mesmo com mais de 25 anos de carreira. Seus álbuns vendem em média mais de 3 milhões de cópias; tem 18 singles na US Hot 100, 4 singles em primeiro lugar na US Modern Rock, e 7 singles na US Hot Dance/Club Play, e mais de 20 singles no total a chegar em paradas de sucesso, de um modo geral. Seus principais discos são: Some Great Reward (1984), Violator (1990),  Ultra (1997) etc.. Seus grandes sucessos são: "Strangelove", "Personal Jesus", "Enjoy the Silence", "Condemnation", "It's No Good" etc. A banda continua na ativa, e em 11 de outubro de 2016, anunciou que seu décimo quarto álbum, intitulado "Spirit" seria lançado na primavera de 2017. Uma semana depois, o grupo recebeu uma indicação para o Hall da fama, do Rock and Roll. Em 3 de fevereiro de 2017, saiu o primeiro single do novo álbum, "Where's the Revolution". "Spirit" foi lançado em 17 de março do mesmo ano, e foi mais um sucesso de público e crítica. Após 24 anos, a banda tocou no Brasil, em 27 de março de 2018.



-https://www.youtube.com/watch?v=vGYebtM45ck

terça-feira, 26 de março de 2019

Alice in Chains - Facelift (1990)

Quando o álbum de estréia do Alice in Chains, foi lançado cerca de um ano antes do "Nevermind" do Nirvana, a próspera cena de Seattle pouco aparecia no radar musical nacional. Isso passou a mudar, quando a MTV começou a divulgar o vídeo de "Man in the Box", dando ao grupo, um impulso crucial e ajudando a pavimentar o caminho para a popular explosão do grunge, no final de 1991. Apesar de suas influências dominantes (Black Sabbath e Stooges), o Alice in Chains eram indiscutivelmente a mais metálica das bandas grunge, o que lhes deu um apelo maior fora do underground. Se antes o grupo flertava forte com o glam-metal, eles decidem por uma mudança sonora radical, executando um som sinistro, chocante e sufocante, que os distancia definitivamente da cena do hard rock comercial dos 80-90. Nem hedonista, nem especialmente tecnicamente realizada, as músicas do Alice in Chains eram lentas e pesadas, com uma sensação de melodia inegável, mas que rastejava sobre o lodo obscuro instrumental. 


Não há como negar que a química entre Layne Staley (vocal), Mike Starr (contra-baixo), Jerry Cantrell (guitarra) e Sean Kinney (bateria) era quase perfeita. Embora algumas partes do "Facelift" se transformem em bombas túrgidas e pesadas (particularmente no segundo lado errático), as letras às vezes são imaturas. O efeito geral é novo, excitante e poderoso. Enquanto a banda continuaria fazendo um trabalho melhor e mais consistente, o "Facelift" foi um dos discos mais importantes no estabelecimento de uma audiência para o grunge e o rock alternativo, entre os ouvintes de hard rock e heavy metal, e com sua certificação de platina, também fez Alice in Chains, a primeira banda de Seattle a se aproximar de um público mais amplo, menos exclusivamente underground. Faixas de destaque: MAN IN THE BOX; WE DIE YOUNG; BLEED THE FREAK; SUNSHINE; LOVE, HATE, LOVE.


-https://www.youtube.com/watch?v=N1qExvn1S30

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Nirvana - Bleach

O álbum de estréia do NIRVANA, é considerado um dos pilares de um dos episódios mais marcantes da música das últimas décadas: O GRUNGE. Lançado em 1989 pelo selo musical independente SUB POP, foi produzido por ninguém menos que JACK ENDINO (ex integrante da banda Skin Yard), grande contribuinte da ascensão do GRUNGE nas garagens do underground, para as grandes gravadoras do mainstream. Reza a lenda que o BLEACH foi gravado em poucos dias e custou a bagatela de pouco mais de 600 dólares. Inicialmente, vendeu cerca de 6 mil cópias, atingindo marcas maiores apenas após o lançamento da magnum opus do NIRVANA, o NEVERMIND (1991). 

Endino, que havia produzido anteriormente bandas precursoras do som de SEATTLE como MUDHONEY e SOUNDGARDEN, no BLEACH consegue manter a legítima sonoridade daquele período: algo cru, sujo e pesado. Os ruídos e microfonias ganham status de música, não há mais lugar para o virtuosismo das bandas GLAM dos anos 80 tipo Guns ou Poison, pelo contrário, cria-se um movimento contrário a imagem do “GUITTARHERO”. O grunge declara o descompromisso com relação à parte técnica da música. BLEACH, apesar da inovação, não conta com a formação clássica do NIRVANA, (Kurt/Krist/David). O responsável pelas baquetas é o apático Chad Channing, que foi gentilmente chutado da banda pouco antes do NEVERMIND (mas este é um outro capítulo a ser revisado). Se você quer entender o verdadeiro som de Seattle, Bleach é e sempre será uma peça fundamental, um disco bem a frente de seu lançamento, ao lado dos debuts de SOUNDGARDEN e TEMPLE OF DOG.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Wendy O. Williams - WOW

Uma das artistas mais enigmáticas do rock, Wendy foi de atriz pornô, passando por ícone do punk, até se tornar protegida dos integrantes/empresários da banda KISS. Começou como vocalista da banda punk PLASMATICS, famosa pelo estilo "Shock Rock", bem difundido por artistas como ALICE COOPER e Screaming Lord Sutch. Williams nasceu em Webster, no estado de New York, e provavelmente abandonou a escola para viajar ao redor do mundo, antes de se juntar aos PLASMATICS. Sua permanência no grupo durou dez anos, e muitas polêmicas, sempre envolvendo nudez ou agressões físicas por parte de Wendy. Em 1984, depois de participar de um concerto do KISS, Wendy acaba ficando íntima de Gene Simmons, influente na gravadora Passport/JEM. 


Com isso, acaba convidada para lançar seu primeiro disco solo, o álbum "W.O.W.", produzido pelo baixista do Kiss. Os membros do Kiss, Paul Stanley, Ace Frehley, Eric Carr e Vinnie Vincent, também chegaram a participar das gravações do álbum. O disco tem uma sonoridade bem interessante, mas bem mais comercial do que o PLASMATICS, algo próximo do "Hair  Metal" do período, nele se destacam as canções "I Love Sex (And Rock and Roll)" e "It's My Life". O lançamento é bem recebido pela crítica, e Malcolm Dome, crítico da revista Kerrang!, escolhe o "WOW" como o seu álbum do ano. Os músicos de estúdio foram Michael Ray - guitarra, T.C. Tolliver - bateria e os outros integrantes do KISS completam o disco. Wendy mais tarde foi nomeada ao Grammy de "Best Female Rock Vocalist of the Year", ou melhor, "Melhor Vocalista Feminina de Rock do Ano". Depois desse lançamento, Wendy gravaria mais dois discos, mas sem nenhuma grande repercussão. Ela então, volta para sua antiga banda e participa de alguns filmes eróticos, até se aposentar da música em meados dos anos 90. Infelizmente, em 1998, ela se suicida com um tiro, aos 48 anos, em uma área arborizada próximo à sua casa em Manchester, Connecticut. Uma grande perda para o rock, Wendy foi um símbolo de uma geração anarquista, que nunca mais veremos nos palcos da vida. No dia 18 de maio, de 1999, um memorial foi montado no clube noturno CBGB. Diversos artistas que tocaram com Wendy, principalmente os integrantes do Plasmatics, estiveram na cerimônia.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Black Sabbath - Seventh Star

O famoso "disco de 3 vocalistas" do Sabbath. Depois da conturbada turnê anterior da banda, o gutarrista Tony Iommi resolve registrar um álbum solo em 1986, ideia essa removida pela sua gravadora Warner (para eles, era melhor manter a marca Black Sabbath). As primeiras demos do disco foram gravadas por um famoso ator e cantor da Broaddway, Jeff Fenholt (na época, Jeff alegou que Iommi considerava a ideia de mantê-lo na banda, coisa que jamais aconteceu - existe um bootleg com essas demos, chamado "Star of India", fácil de encontrar por ai e bem interessante). Iommi então, monta uma nova formação para o Sabbath, incluindo membros da banda de sua namorada da época, a roqueira glam e ex-Runnaway Lita Ford. O grupo escolhido por Iommi foi: Geoff Nicholls/teclado, Eric Singer/bateria, Dave Spitz/baixo e Glenn Hughes/vocal (uma das maiores vozes do rock/ com passagens por Deep Purple e Trapeze). 

Com todos esses músicos, a sonoridade beirou mais para o Hard Rock americano, do que para o metal tradicional. O disco tem canções muito boas como "In for the kill", "Heart Like a Wheel" , "Danger Zone" (essa poderia entrar na trilha de "Mad Max"), "Turn to Stone" e a balada "No Stranger to Love", com clipe bem na linha das Hair Bands americanas. Infelizmente, durante o começo da turnê, por causa de seu vicío em drogas e álcool, Hughes teve que ser substituído por outro vocalista (o lendário e já falecido  Ray Gillen, excelente cantor da banda BADLANDS). Um bootleg com Ray nos vocais também foi registrado e com boa qualidade de áudio. A turnê seguiu, ao lado de outros dois medalhões do rock pesado, W.A.S.P. e Anthrax. Sobre o resto do disco, vale ressaltar que mesmo registrando mudança de sonoridade, é o bom e velho Iommi que está aqui, sempre com sua inconfundível guitarra. Apesar dos problemas envolvidos em sua produção, Seventh Star obteve considerável sucesso comercial, chegando ao 27º lugar nas paradas musicais do Reino Unido, e 78º lugar na Billboard 200. Para os próximos álbuns, haveria mais mudanças na formação do grupo e na sonoridade, mas isso é papo para outras postagens aqui do blog.XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX