domingo, 12 de março de 2017

Pat Benatar - In the Heat of the Night

Lendária cantora de rock norte-americana. Em 1971, ela trabalhava como caixa de banco, até decidir abandonar o emprego para seguir a carreira de cantora, depois de ter sido inspirada pela multi-artista Liza Minnelli. Com sete discos de platina, três álbuns de ouro e 19 músicas no Top 40, o seu som é uma mistura de pop com hard-rock, aliado a seu enorme carisma pessoal e boa presença de palco. Apesar de não ser muito conhecida no Brasil, ela foi líder juvenil nos Estados Unidos, até uma "tal" de Madonna tomar o seu posto em 1983 (musicalmente, Madonna sempre foi inferior a ela, diga-se de passagem). Seu primeiro disco foi lançado em 1979 - "In the heat of the night", mas foi com o segundo, "Crimes of passion", de 1980, que ela obteve êxito, fazendo um som alegre de arena e bem executado por sua banda de apoio, que consistia em Neil Geraldo e Scott Sheets nas guitarras, Roger Caps no baixo e Myrom Grombacher na bateria. No disco, se destacam as canções "Hit me with your best shot" e "Hell is for children". Seus outros discos de destaque são: LIVE FROM EARTH de 1983 (com a clássica "Love is a battlefield", trilha sonora do filme "De repente 30"), e SEVEN THE HARD WAY de 1985, que traz o clássico "Invencible", trilha do filme "A lenda de Billy Jean", lançado no mesmo ano. Pat Benatar, finalmente obteve seu talento reconhecido em 2004, quando foi merecidamente indicada ao Hall da fama do Rock'n Roll. Vida longa a Pat!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Bill Wray - Lionheart


Nascido em 1958, na cidade de Shreveport (Louisiana), o roqueiro norte-americano Bill Wray é mais conhecido como compositor e criador de trilhas sonoras de filmes B e de baixo orçamento. Sua carreira inicia-se em  meados dos anos 1970, e desde então ele escreveu e produziu uma variedade de artistas, que variam do glam-metal ao folk. Ele também é irmão do músico/compositor Jim Wray. Compôs músicas para Loverboy, Zachary Richard, Emerson, Lake & Palmer, Ace Frehley e Eric Martin. Para Diana Ross, escreveu as canções "Fool for Your Love" e "So Close". Com seu irmão Jim, escreveu a maioria dos hits ("One in a Million", "Surrender") no álbum de estréia da banda Trixter. Como músico, abriu shows para Foreigner, Toto, Rick Springfield, Kinks, BTO, Peter Frampton e Joe Cocker. Seus discos de destaque são: Bill Wray (1976 MCA - álbum de estréia); Seize the Moment (1983 Liberty); Bill Wray and His Show Band Royale (1980 Arts #7317,) e Fire and Ice (1981 Liberty LT-1098), todos raríssimos de se encontrar. Wray também foi o produtor da empresa EFX, no MGM Grand Casino. Na época, foi o empreendimento mais caro e de maior escala dos Estados Unidos. 

Para o cinema, sua maior contribuição foi compondo a canção "No Mercy", para o clássico "Lionheart" (conhecido no Brasil como "Leão Branco, o lutador sem lei") - filme de ação de 1990, estrelado pelo então novato Van Damme. O enredo do filme é sobre um soldado da Legião Estrangeira na África,  que após receber a notícia da morte de seu irmão nos Estados Unidos, decide abandonar sua missão no continente africano e chegar em Los Angeles, para ajudar seus familiares. Após escapar de dois seguranças da legião que tem ordens para levá-lo de volta, o personagem Lyon (Van Damme) decide tornar-se um lutador de rua em perigosas e clandestinas lutas, pois está determinado a ganhar dinheiro para defender sua família e encontrar o assassino de seu irmão.  Além deste clássico, ele também fez as trilhas dos seguintes filmes: Tilt - The movie (1979); Escola privada para garotas (1983); Férias do barulho (1985); Navy Seals (1990) e Pompatus of love (1996). Bill Wray é sem-dúvida um grande músico, e apesar de ser pouco conhecido por aqui, também merece reconhecimento e ter seu lugar na história do Rock'Roll mundial.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A Gota Suspensa - 1983

Formada em 1978, como uma banda de rock progressivo, "A Gota" possuiu vários músicos e cantores em sua primeira formação. Entre eles Freddy Haiat, Kuki Stolarsky, Marcinha Montserrath, Mike Reuben. O som tocado era um progressivo/experimental bastante inspirado por bandas como Pink Floyd, King Crimson, Novos Baianos, e pelo movimento tropicalista, entre outros. Aos poucos, o som da Gota foi conquistando um público juvenil cada vez mais numeroso, que os seguiam em suas apresentações, assim como em festivais de música em São Paulo. Passaram a se apresentar em casas noturnas da época, como Clash e Carbono 14. Em 1983, gravam uma fita-demo para se candidatarem ao festival interno do Colégio Objetivo. Esse material serviu de interesse a um produtor musical, que conduziu a banda para uma gravadora independente, a "Underground Discos e Artes", que acabou por registrar o primeiro e único disco da banda. Esta gravação contou com a participação de Tavinho Fialho no contrabaixo e Marcel Zimberg no sax\flauta. Daqui se destacam algumas boas canções, como "Convite ao amor" e "Apocalipse", entre outras. O álbum não foi um sucesso comercial, mas foi bem aceito pela crítica, adquirindo status cult, chamando a atenção de várias gravadoras, entre elas a CBS Records (atual Sony). O conjunto consegue um contrato para três discos. O som da banda passava por uma mudança com as novas influências de Blondie, The B-52's, Devo, e Kraftwerk. Surgia então um estilo musical mais "acessível", uma sonoridade mais pop e menos experimental. Em 1984, nesta nova fase, "A Gota Suspensa" troca seu nome para "Metrô" (nessa época a formação se estabilizou com os seguintes membros: a modelo Virginie Boutaud (vocais), Alec Haiat (guitarra), Yann Laouenan (teclados), Xavier Leblanc (baixo) e Dany Roland (bateria)). A partir daí, o grupo grava seu primeiro disco em 1985, "Olhar", sendo sucesso de público e venda, alcançando disco de ouro e emplacando vários hits como, "Beat Acelerado", "Sândalo de Dândi", "Tudo pode mudar", "Johnny Love" e "Ti ti ti". 

Encerrava-se um ciclo criativo com o fim da "A gota", mas surgia um novo movimento musical, a new-wave brasileira, encabeçada por outros grupos como RPM, Zero, Titãs, Nau etc...porém, como o assunto é longo, deixaremos ele para uma outra postagem.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Capital Inicial - Rua 47

Grupo brasiliense e um dos maiores nomes do Rock BR da década de 80. Depois da saída do vocalista Dinho Ouro Preto em 1992 (ele tentaria uma má-sucedida carreira solo), a banda recrutou o cantor santista Murilo Lima - ex banda Rúcula (o Capital chegou a por um anúncio na rádio 89FM de São Paulo a procura de um vocalista). Com ele, gravaram dois álbuns, "Rua 47" de 1995, e "Ao Vivo" em 1996, até Dinho retornar no fim de 1997. Neste disco, a banda optou por um som mais pesado com guitarras distorcidas, arranjos e letras mais maduras. Com o Murilo, o Capital virou outra banda praticamente. No disco, destacam-se as baladas "Mil vezes" e "Separação", bem como a canção-título "Rua 47", um hard&heavy de primeira linha. A banda lançou também seu próprio selo durante esse período. As influências  metal/grunge/punk ainda renderam boas canções como "A Lei da Metralhadora" e a melhor música do álbum, "Desdêmona". Apesar da qualidade, infelizmente o disco não deslanchou, mas deu a banda uma sobrevida de shows. Aproveitando esse período, o grupo lança uma versão ao vivo desse álbum em 96, mas que também passa desapercebido. Ainda assim, podemos dizer que o disco é bem melhor que o projeto de Dinho, o tal de "Grupo Vertigo" e seu disco solo de 1995. Depois dessa época em baixa, em 1998 o Capital retoma a formação original e solta um excelente e inspirado álbum de inéditas, "Atrás dos olhos" e logo após investe no formato acústico que os coloca no topo novamente. Praticamente nada sobrou dessa fase, pois nos dias de hoje eles não tocam mais essas faixas em seus shows, mas vale sempre dar uma atenção a esse período fértil do Capital Inicial.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Romeo Void - Warm, in your coat

Banda pós-punk, oriunda de San Francisco (EUA), criada em 1979. Era formada pelo saxofonista Benjamin Bossi, a vocalista Debora Iyall, o guitarrista Peter Woods e o baixista Frank Zincavage. No grupo, passaram vários bateristas, começando com Jay Derrah e terminando com Aaron Smith. Possuiam um som único, e mantinham-se firme na convicção de seu próprio estilo, mesmo com uma gravadora querendo mudá-los constantemente. Debora era uma "anti-star" total, descendente de nativos americanos e sempre um "pouco" acima do peso. Sua voz e letras eram sempre sugestivas e hipnóticas. A banda teve três lançamentos, "Its a condition", "Benefector", "Instincts", e mais um EP ("Never say never") e uma coletânea ("Warm, in your coat"). Eles são conhecidos pelas músicas "Never Say Never" e "A Girl in Trouble"; esta última tornou-se um hit que entrou no "40 pop Top", dizia-se na época que esta canção era uma resposta feminina para o hit "Billy Jean", de Michael Jackson. A banda foi iniciada no Instituto de Arte de San Francisco por Debora Iyall e Zincavage. Eles lançaram um single pela 415 records, antes de gravarem seu álbum de estréia, que foi considerado uma "obra-prima do pós-punk americano". O sucesso de seu segundo lançamento, um EP de 4 músicas, "Never Say Never", resultou em um contrato de distribuição com a Columbia Records. A banda continuou tocando em turnês, até que se separaram em 1985. Os membros se reuniram brevemente ao longo dos anos. Definitivamente, uma banda norte-americana muito subestimada, e que pagou um preço caro, por fugir dos padrões pré-estabelecidos de imagens e sons comerciais. Debora Iyall hoje é professora universitária, mas continua a seguir a música como um projeto paralelo, além de ser reconhecida como letrista hábil, explorando temas como a sexualidade, alienação e exploração midiática. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Battlezone - Children of Madness

Projeto\banda do lendário ex vocalista do Iron Maiden, Paul Dianno. Depois de sair do Iron, Dianno fez parte de vários outros conjuntos, entre eles o Battlezone, formado por ele, Graham Bath e John Wiggins nas guitarras, Steve Hopgood na bateria e Pete West no baixo. Depois de seu disco auto-intitulado "Di'anno" (1984), que trazia um quase AOR/Glam, Children of Madness de 1987, mostrava um hard&heavy mais pesado, mas típico do período. Com esse play, ele emplacou duas músicas, "I DON'T WANNA KNOW", single do álbum e com clipe bem característico, e a direta e seca "RIP IT UP". O disco apresentava também uma faixa intitulada "METAL TEARS", que era sobre um cara incapaz de ter um relacionamento estável, por isso constrói um robô feminino, com quem se apaixona. A idéia original veio de um livro intitulado "Clone". Porém, a faixa recebeu críticas da mídia, por ser muito semelhante a letra "London", do disco "Rage for order" do Queensrÿche. O guitarrista Graham Bath, que havia sido recrutado para a segunda guitarra, não estava entusiasmado com a turnê, então  foi demitido da banda. Peter West, o baixista, recomendou o músico Alf Batz, que se juntou a tempo para ir a Nova York e aparecer no clipe de " I Don't Wanna Know ". Não era nenhuma novidade que drogas e brigas pressionavam a banda. Pouco antes de terminar a turnê, a maioria dos membros haviam deixado Di'Anno, que precisou de um grupo de apoio, para completar a turnê e cumprir o seu contrato. Posteriormente, os guitarristas  Randy Scott e Dave Harman, e o baixista Eddie Davidson entraram para o Battlezone. No entanto, a banda já estava muito desgastada e se desfez tempo depois. Após a dissolução da Battlezone, Di'Anno formou o Killers, projeto de power metal que lançou quatro álbuns. Não se deve ouvir Battlezone esperando Killers ou Iron Maiden, pois Paul parece aqui, estar interessado em um material mais melódico, na linha de grupos como Dokken e WASP. Mas, o som é honesto e bem executado, no entanto. Vale a pena uma audição.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Jermaine Jackson - Dynamite


Todo mundo que conhece música, já ouviu falar de Michael Jackson, pelo menos uma vez na vida. Um ícone, que dispensa apresentações. O que pouca gente sabe ou lembra, é que na década de 80, ele tinha um simpático irmão, que tentou seguir seus passos dentro desse mesmo universo musical. Jermaine Jackson é o terceiro irmão mais velho, e ex-integrante do Jackson 5. É também contrabaixista, sendo dele as linhas de baixo que davam suporte ao conjunto. Assim como Michael, também saiu em carreira solo, tendo inúmeros singles entre os top 20 da época. Em 1984, ele grava seu mais-bem-sucedido trabalho, o disco "Dynamite", sucesso nos Estados Unidos, e que atingiu a marca # 15 na Billboard Hot 100. O disco trazia o som pop e dançante, que dominou todo aquele período, além de algumas participações especiais, como da cantora Whitney Houston e seus irmãos dos Jacksons. O maior destaque do álbum, foi a canção "When the rains begins to fall", um dueto com a cantora e musa teen Pia Zadora, e que foi originalmente gravada para a trilha sonora do filme "Voyage of the rock aliens". O clipe da canção pode ser considerado um épico daqueles tempos (e um dos mais ridículos também é claro, confira no youtube), tendo os mesmos ingredientes dos videos do irmão Michael, ou seja, bela coreografia, um enredo bem trabalhado e aquele figurino colorido e tosco daqueles tempos. É claro que sua gravadora queria faturar em cima de Jermaine, assim como fazia com Michael, mas Jermaine não era Michael, e muito do que foi feito por Jermaine, erroneamente foi visto como um quase plágio em cima de seu irmão mais famoso. O restante do disco é até razoável,  trazendo músicas como "Sweetest sweetest" e "Do what you do", que chegaram a liderar as paradas de numerosos territórios europeus, como Bélgica, Alemanha e França. Outro ponto alto é "Take good care of my heart", um dueto com a então desconhecida Whitney Houston,  e que também mais tarde apareceu no álbum de estréia da cantora, lançado em 1985, pela Arista Records. Infelizmente, com o passar dos anos, Jermaine foi desaparecendo da mídia, chegando até a trabalhar como cineasta, produzindo nos anos 90, a premiada série “The Jacksons: An American Dream”, que conta a história da família. Hoje ele se encontra bem afastado dos holofotes, principalmente após se converter ao islamismo e mudar o nome para Muhammad Abdul-Aziz. Vale a pena conferir esse grande clássico.