Clássica banda espanhola de metal oitentista. Surgiu no começo da década de 80 e obteve uma boa repercussão em seu país e na América Latina, durante os anos 1980 e início dos anos 1990. Foi formada em San Sebastian, pelo guitarrista Roberto Alvarez e o baixista Santi Rubio. Em 1982, Angeles del Infierno abriu shows para Motörhead, Saxon, e AC/DC. “Pacto Con el Diablo” é o segundo álbum na discografia do grupo, sendo de profunda importância para elevar o nome do mesmo. Gravado em 84, o disco vinha recheado de peso e letras polêmicas, mostrando toda fúria do Heavy Metal Espanhol. A banda continuou ativa até o começo dos anos 90, quando resolvem dar um intervalo. No ano de 2000, o Angeles del Infierno foi convidado para o festival de Viña Rock, onde tocou para um público de 28.000 pessoas, juntamente com o A.N.I.M.A.L. e o Barón Rojo, outra força do rock pesado espanhol.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
BlitzKrieg – Demo 1981

Banda capitaneada pelo lendário vocalista Brian Ross. A história de Ross se confunde com a história do metal inglês, pois este conquistou prestígio ao fazer parte de três nomes de peso: Avenger, Satan e Blitzkrieg. Esta última depois de formada partiu para uma turnê extensiva na Inglaterra até se separar em 1981. Os integrantes seguiram caminhos distintos, sendo que Brian Ross & Mick Moore formam o Avenger, grupo da segunda divisão da NWOBHM. Ainda no começo da banda, Brian R. é substituído por Ian Swift, ex Satan. Ross é convidado então para preencher a vaga de Ian no SATAN. “Court In The Act” é gravado em 83 e a repercussão é grande, conquistando fãs em toda a Europa e EUA. Mas mesmo assim, o nome da banda gera dificuldades, que culminam com a demissão de Brian. O vocalista resolve então, reativar o Blitkrieg para gravar o material de 81. Jim Sirotto e Mick Moore (ainda um membro efetivo do Avenger na época) foram convidados a participar, e Mick Procter (guitarra, ex-Jess Cox / Tygers of Pan Tang) e Sean Taylor (bateria, parceiro de Ross nos tempos de Satan) foram escalados para as gravações do que seria “A Time of Changes”. A repercussão foi boa, mas a banda que gravou o disco não era uma formação oficial, e logo Brian Ross se viu forçado a montar uma nova “line-up”. Após registrarem um vídeo chamado “Live at the Kazbah”, imortalizando um concerto em Sunderland (RUN) e que foi lançado em 1990, o novo Blitzkrieg conseguiu um acordo com a RoadRacer Records visando o lançamento de um mini-LP comemorativo aos dez anos da banda. Em 2001, depois de um período conturbado e sem muitas novidades, Brian Ross e Tony J. Liddle montam um novo Blitzkrieg. Essa formação gravou o disco “Absolute Power” (2002), um disco bastante pesado, mantendo a força renovada do Velho Blitzkrieg.
Outfield – Play Deep
Formado na Inglaterra, o Outfield era inicialmente um trio Pop-rock que adotava o nome de “The Baseball Boys”. A formação inicial era o baixista/vocalista Tony G. Lewis, o guitarrista/tecladista e compositor John Spinks, e o baterista Alan Jackman. A banda grava uma fita demo e com isso chama a atenção da gravadora Columbia/CBS Records, com quem assinam contrato em 84. No ano seguinte lançaram seu primeiro álbum, o grandioso “Play Deep”, que alcançou disco triplo de platina nos Estados Unidos, devido ao seu apelo pop e qualidade das composições. A faixa de maior destaque foi a inesquecível “Your Love”, tocada até hoje em muitas rádios ao redor do mundo. Do álbum também se destacam “Say it isn’t so” e “All the love in the world”. Graças a esse sucesso, o grupo sai em turnê mundial, abrindo shows para Journey e o Starship. Em 1987 a banda lançou seu segundo álbum, “Bangin”; que apesar de não ter tido o mesmo sucesso que seu álbum de estréia teve, produziu 2 hits, "Since You've Been Gone" e "No Surrender". O Outfield frequentaria a parada de sucesso até 1992, com o disco “Rockeye”. O single deste álbum, "Winning It All", tornou-se frequente em eventos esportivos e fez parte da trilha sonora do filme The Mighty Ducks. Depois disso, o grupo desapareceu devido a chegada dos anos noventa e do som de garagem.
Chacko – Chacko

Cantora inglesa com apenas um único álbum lançado em sua carreira. Este disco de 1986, é intitulado "Chacko" e teve a canção "Once Bitten Twice Shy" como faixa de maior destaque, editada em single e maxi-single, além de ter sido incluída na trilha sonora do filme “Elvira: a rainha das trevas”. Até onde sei, este LP nunca foi editado em CD, mas não é difícil de encontrar o vinil, pois o mesmo foi lançado no Brasil na época. Com um visual agressivo e provocante, Lori CHACKO manda muito bem seu Hard pop-Rock nas dez faixas presentes no álbum. O porque dela nunca mais ter gravado um disco, continua sendo um mistério. Lori voltou a se apresentar nos últimos anos, principalmente na Áustralia, onde mora atualmente e também mantêm uma página na internet, cujo o endereço é esse: lorichacko.com
Weapons - Captive Audience
Lendário grupo da cena "Hard" de Detroit. O som era uma mistura de Kix com a fúria do Babylon AD. Esse disco foi lançado em 1985 pela Metro America e já se tornou “cult” entre os apreciadores do estilo. Na época a banda abria shows para o Halloween, outro medalhão de Detroit. A formação contava com Tommy Ingham - Vocals ; Joey Gaydos - Guitar/Vocals; Pete Bankert – Bass; Greg Doyle – Guitar e Fred Schmidt - Drums/Vocals. Pelo que se sabe, este foi o único registro deles e o único a continuar no meio musical foi o baixista Peter Bankert, com seu estúdio “Rock City” localizado em Ann Arbor, Michigan, fazendo serviços para nomes como FOGHAT, BOBBY RONDINELLI, Dead Boys e outros. Esse álbum é foda, com clássicos como “The Rock starts here” e “Runaway”. Recomendado!
Nina Hagen - A Musa da esquisitice

A lendária Nina Hagen (Catharina Hagen) nasceu em 11 de março de 1955, na Berlim Oriental. Ela é filha do cantor Wolf Biermann. Sua mãe também foi cantora e atriz. Estudou canto clássico e iniciou sua carreira musical em 1972, com um grupo de blues. Suas marcas registradas sempre foram o jeito debochado de cantar - no inglês carregado pelo sotaque alemão - e suas roupas e penteados extremamente coloridos. Apesar de ser uma performática roqueira, anteriormente, ela recebeu treinamento vocal como cantora de ópera (o que transparece, por exemplo, em sua interpretação de New York, New York de Frank Sinatra, que alcançou a nona posição na parada americana de sucessos). Ela emigrou para Londres, onde havia uma cena punk em ascenção. Após essa experiência, Nina regressa à Alemanha e monta seu próprio grupo, gravando seu primeiro álbum "Nina Hagen Band", em 1978. O álbum fica entre o lirismo e a histeria musical. O mundo conhecia então, uma mulher jovem e de explosiva loucura e criatividade. No ano seguinte, lança o seu segundo álbum "Unbehagen", que recebe uma calorosa recepção do público. Depois desse relativo sucesso, dissolve sua banda e parti para Nova York. Em 1981 nasce sua filha, Cosma Shiva. É liberado seu terceiro álbum em 1982, um registro completamente diferente do que ela havia feito até agora: Nunsexmonkrock. "Nina Hagen Em Ekstacy" de 1985, foi seu último sucesso antes do retorno, no final dos anos 90. Vale lembrar também sua passagem pelo Brasil no Rock in Rio de 85, onde ela aproveitou para gravar uma música (garota de Berlim) com a banda TOKYO, do então novato cantor SUPLA. Em 2003 e 2006, Nina solta mais dois discos, o primeiro "Big Band Explosion", que inclui doze faixas, e o razoável "Irgendwo Auf Der Welt". Hagen sempre foi e sempre será uma artista inovadora, da era punk até os dias atuais, e apesar de estar sumida por aqui, continua muita ativa na Europa e na Alemanha, sua terra natal.
Jerusalem Slim - 1992
Projeto voltado ao Hard Rock de Michael Monroe e Steve Stevens (Atomic Playboys, Vince Neil e Billy Idol). Esse álbum foi uma grande dor de cabeça a Monroe, devido ao fato da gravadora PolyGram colocar Michael Wagener para a produção do mesmo. Monroe não queria alterar a sonoridade do disco e Wagener foi um dos responsáveis pela mudança na direção musical que tanto desagradou Monroe. O produtor passou a explorar ao máximo a guitarra de Steve Stevens, mostrando um trabalho focado nos solos. Monroe, então convencido de que o álbum não estava de acordo com os seus interesses, nunca promoveu o disco, deixando muito clara sua opinião. Durante a turnê pelo Japão (sem Stevens) ele simplesmente se recusou a tocar ao vivo as músicas do Jerusalem Slim. O disco é um bom registro, possui belos solos de guitarra e levada bastante Hard Rock. Depois dele, Stevens e Monroe romperam definitivamente. É um item raro e de colecionador, afinal um relançamento/remasterização seria totalmente improvável, em razão da absoluta falta de interesse das partes envolvidas, especialmente do ex vocalista do Hanoi Rocks.
Assinar:
Postagens (Atom)



